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Paraguai convoca embaixador do Brasil após fala de Lula sobre a Guerra da Tríplice Aliança
Governo de Santiago Peña entregou nota diplomática de protesto, e Congresso paraguaio aprovou, por unanimidade, uma declaração de repúdio às declarações do presidente brasileiro.

O governo do Paraguai convocou o embaixador do Brasil em Assunção, José Antônio Marcondes de Carvalho, após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra da Tríplice Aliança. A reunião foi conduzida pelo ministro das Relações Exteriores paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, que entregou uma nota diplomática oficial em resposta às falas do chefe do Executivo brasileiro.
Durante um evento realizado na sexta-feira (24), em Jacareí (SP), Lula afirmou que o Paraguai invadiu o Brasil, a Argentina e o Uruguai no século XIX, episódio que deu origem à Guerra da Tríplice Aliança.
“A gente gosta de paz, mas a gente não pode se esquecer que um belo dia o Paraguai resolveu invadir o Brasil. Invadiu Corumbá, ao mesmo tempo invadiu o Uruguai, invadiu a Argentina. E aquela guerra que parecia que era nada durou cinco anos”, declarou o presidente.
Em resposta, o chanceler Rubén Ramírez Lezcano informou que Lula e o presidente do Paraguai, Santiago Peña, conversaram por telefone sobre o episódio. O governo paraguaio, no entanto, formalizou seu descontentamento por meio da nota diplomática entregue ao representante brasileiro.
Além da manifestação do Executivo, o Congresso do Paraguai aprovou, por unanimidade, uma declaração de repúdio às declarações de Lula. No documento, os parlamentares afirmam que o presidente brasileiro apresentou uma versão que “distorce” a história do conflito.
🤔¿Lula da Silva pidió disculpas al Paraguay?
— Ñanduti (@nanduti) July 30, 2026
👉El presidente Santiago Peña mantuvo una conversación telefónica con su par de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, luego de las declaraciones del mandatario brasileño que atribuyeron a Paraguay el inicio de la Guerra de la Triple… pic.twitter.com/zZK6l5qY4n
Segundo o texto aprovado pelo Legislativo paraguaio, as declarações “distorcem e minimizam a dimensão histórica da guerra, desconhecendo os antecedentes do conflito, o profundo sofrimento humano suportado pelo povo paraguaio e as consequências geográficas, econômicas, institucionais e territoriais” enfrentadas pelo país após a Guerra da Tríplice Aliança.
