ELEIÇÕES 2026
Lula é reeleito presidente do Brasil
Com 98,76% das urnas apuradas, petista registrava 51,75% dos votos válidos, contra 48,25% do senador do PL, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

A disputa presidencial de 2026 terminou com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que garantiu a permanência no Palácio do Planalto até 2030. O resultado do segundo turno, realizado neste domingo (25), confirmou a reeleição do atual presidente diante do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A diferença entre os candidatos foi de 3,50 pontos percentuais. Com 98,76% das urnas contabilizadas, Lula aparecia com 51,75% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro somava 48,25%. De acordo com a avaliação apresentada pela Justiça Eleitoral, o percentual já assegurava a vitória do petista, sem possibilidade de reversão do resultado.
Virada em relação ao primeiro turno
O desfecho representa uma mudança no cenário registrado na primeira etapa da eleição. Naquela ocasião, Flávio Bolsonaro havia terminado à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
A nova vitória amplia a trajetória de Lula na Presidência da República. Ele foi eleito pela primeira vez em 2002, conquistou a reeleição em 2006 e retornou ao cargo em janeiro de 2023, depois de derrotar Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022.
Em 2026, Lula disputou novamente a eleição com Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente. A aliança também reuniu PDT, PCdoB, PV, Psol e Rede Sustentabilidade.
Apuração teve horário de votação ampliado
O processo eleitoral deste domingo também foi marcado por uma decisão envolvendo o horário de encerramento da votação. O prazo inicialmente previsto terminaria às 17h, no horário de Brasília.
Em decisão monocrática, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), estendeu o período de votação até as 19h. Entretanto, a decisão foi divulgada publicamente somente depois das 17h. Segundo o material de origem, algumas sessões que já haviam encerrado os trabalhos não retomaram o atendimento aos eleitores.
Medidas econômicas e programas sociais marcaram a campanha
Durante as semanas que antecederam o segundo turno, o governo federal anunciou iniciativas econômicas e sociais que também integraram o debate político da campanha.
Entre elas esteve o reajuste de 15% no valor mínimo do Bolsa Família, anunciado em 17 de setembro. O benefício passou de R$ 600 para R$ 691, com pagamento do novo valor a partir de outubro. Segundo o Ministério do Planejamento, a mudança teria impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.
Outro anúncio ocorreu em 26 de setembro, quando a equipe econômica comunicou a prorrogação por mais 30 dias do subsídio ao diesel.
Na área das apostas esportivas, Lula anunciou, em pronunciamento transmitido por emissoras de televisão no dia 25 de setembro, uma medida provisória com o objetivo de proibir as apostas on-line, conhecidas como bets. A iniciativa entrou no debate eleitoral em meio às discussões sobre a regulamentação do setor, realizada durante o atual governo.
Após o primeiro turno, também ganhou espaço a articulação em torno do fim da escala de trabalho 6×1. A proposta recebeu críticas de representantes do setor produtivo, que apontaram possíveis aumentos de custos e fechamento de postos de trabalho.
O presidente ainda anunciou uma nova versão do Desenrola, programa voltado à renegociação de dívidas, além de medidas relacionadas ao perdão de contas pendentes de microempreendedores individuais.
Rejeição também esteve entre os temas da disputa
A eleição ocorreu em um cenário de resistência eleitoral ao atual presidente. Pesquisa Quaest divulgada no sábado (24), conforme informado pelo veículo de origem, apontou que 47% dos brasileiros entrevistados disseram que não votariam em Lula de jeito nenhum.
Apesar desse indicador, o resultado parcial divulgado pelo TSE confirmou a vantagem do petista no segundo turno, garantindo sua continuidade no comando do Executivo federal até 2030.
Fonte: Agência Brasil
