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Justiça argentina mantém confisco de bens de Cristina Kirchner
Tribunal de apelações confirma medida ligada à condenação por corrupção e indenização de US$ 500 milhões

Um tribunal de apelações da Argentina decidiu manter o confisco de bens da ex-presidente Cristina Kirchner, medida ligada à condenação por corrupção que a sentenciou a seis anos de prisão. A informação foi divulgada pelo jornal La Nación.
A decisão reforça a obrigação de Kirchner e de outros condenados de pagar cerca de US$ 500 milhões em indenizações. A defesa da ex-presidente havia tentado reverter essa determinação, sem sucesso.
O caso remonta a investigações iniciadas em 2019, envolvendo supostas irregularidades na concessão de obras rodoviárias na região da Patagônia. Segundo a acusação, contratos teriam sido direcionados a empresas associadas ao empresário Lázaro Báez, aliado político do grupo. Parte das obras não foi concluída, e há indícios de superfaturamento, além de suspeitas de retorno de recursos à família Kirchner.
A condenação original ocorreu em 2022 e foi confirmada posteriormente pela Suprema Corte da Argentina em 2024. Além da pena de prisão, a ex-presidente foi declarada inelegível para exercer cargos públicos.
Atualmente, Kirchner cumpre prisão domiciliar em Buenos Aires e permanece como uma das principais lideranças do movimento peronista, por meio do Partido Justicialista. Ainda de acordo com o La Nación, ela transferiu bens — incluindo hotéis e imóveis no sul do país — para seus filhos, como forma de antecipação de herança.
Em paralelo, a ex-presidente também foi alvo de um atentado em 2022, quando ocupava o cargo de vice-presidente. O ataque ocorreu no bairro da Recoleta. O autor foi preso e posteriormente condenado a dez anos de detenção.