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Hamas libera últimos reféns vivos em meio à implementação de acordo de cessar-fogo
Total de 20 pessoas foi libertado nesta segunda-feira (13); governo israelense confirma que não há mais reféns vivos em Gaza, mas ainda há corpos sob posse das milícias

As Brigadas Al-Qassam, braço armado do grupo Hamas, anunciaram nesta segunda-feira (13) a libertação dos últimos reféns vivos mantidos na Faixa de Gaza. A ação integra as etapas iniciais do cessar-fogo acordado entre as partes envolvidas no conflito.
Em comunicado, a organização declarou que a libertação de 20 prisioneiros faz parte da implementação da primeira fase do plano mediado para conter a guerra no território palestino. O grupo afirmou que a medida demonstra seu compromisso com os termos estabelecidos.
O primeiro grupo, composto por sete reféns, cruzou a fronteira por volta das 3h30 da madrugada no horário de Brasília (9h30 no horário local). De acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI), foram libertados Eitan Mor, Alon Ohel, Ziv Berman, Gali Berman, Guy Gilboa Dalal, Omri Miran e Matan Angrest. Eles foram recebidos por militares israelenses e encaminhados à base de Reim, próxima à fronteira.
Na instalação militar, passaram por avaliação médica e reencontraram familiares antes de seguirem para hospitais da região de Tel Aviv escolhidos para o atendimento.
Cerca de três horas depois, o segundo grupo, formado por 13 pessoas, também entrou em território israelense. Entre eles estão Nimrod Cohen, capturado em um tanque próximo à fronteira; Rom Braslavski e Bar Kupershtein, sequestrados no festival de música Nova; além de Evyatar David, Maxim Herkin, Elkana Bohbot, Segev Kalfon e Yosef Haim Ohana, também levados do mesmo evento.
Foram libertados ainda Matan Zangauker, raptado em casa no kibutz Nir Oz; os irmãos argentinos Ariel e David Cunio, capturados em situações distintas no mesmo local; Avinatan Or, cuja namorada já havia sido resgatada em junho de 2024; e o argentino Eitan Horn, sequestrado enquanto visitava o irmão.
Após a entrega dos reféns à Cruz Vermelha, as milícias da Faixa de Gaza deixaram de manter pessoas vivas sob seu poder. No entanto, ainda permanecem no enclave cerca de 28 corpos de vítimas, segundo autoridades israelenses. Parte deles deve ser devolvida ainda hoje, embora o governo não espere a recuperação de todos, alegando dificuldades do Hamas em localizar alguns dos restos mortais.