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Transição de governo na Colômbia tem impasse sobre transparência e auditorias

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Representantes do governo atual e da equipe do presidente eleito divergem sobre condução das reuniões e medidas para o início da nova gestão.

Foto: AP / Ivan Valencia

As articulações para a transição de governo na Colômbia seguem marcadas por divergências entre os representantes da atual administração e a equipe do presidente eleito. À frente das negociações estão o vice-presidente eleito, José Manuel Restrepo, e o ministro da Fazenda, Germán Ávila, que coordenam os trabalhos em nome dos respectivos grupos políticos.

Durante o processo, Restrepo defendeu que as reuniões entre as equipes sejam registradas e transmitidas ao público. Segundo ele, a medida garantiria maior transparência e permitiria o acompanhamento das discussões por toda a população.

De acordo com o jornal El Tiempo, Restrepo afirmou que, na visão do presidente eleito Abelardo de la Espriella, todos os encontros relacionados à transição devem ocorrer de forma pública. Ele acrescentou que, caso isso não aconteça, pretende divulgar o conteúdo das reuniões. Até o momento, o palácio presidencial não se manifestou sobre o pedido.

As diferenças entre os dois lados também envolvem propostas apresentadas pelo novo governo. A sugestão de realizar auditorias em contratos e obras públicas gerou resistência por parte da atual administração, ampliando o clima de tensão durante as negociações.

A equipe de Espriella passou a chamar o processo de transição de “Arca de Noé”, em referência aos desafios que, segundo seus integrantes, o próximo governo encontrará a partir de 7 de agosto, data prevista para a posse presidencial.

Abelardo de la Espriella foi eleito presidente da Colômbia no segundo turno realizado em junho. Na disputa, venceu o senador Iván Cepeda, aliado do atual presidente Gustavo Petro, por uma diferença inferior a um ponto percentual.