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Passagem de Rafah é reaberta para retirada de feridos de Gaza, mas sem movimentação até o momento
A passagem de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza, será reaberta hoje e não no domingo, como foi estabelecido no acordo entre Israel e Hamas, para permitir a saída de feridos, segundo a comunicação social israelita

A reabertura da passagem de Rafah, que liga Gaza ao Egito, foi divulgada pelo canal público israelita Kan, citando fontes oficiais palestinianas. Segundo uma fonte do Crescente Vermelho egípcio, em declaração à agência de notícias EFE, a passagem foi reaberta do lado palestiniano, embora até ao momento não tenha ocorrido “nenhuma entrada ou saída” do enclave. A organização indicou que pelo menos 50 feridos podem ser retirados de Gaza hoje, sem fornecer mais detalhes.
A passagem de fronteira, sob controle israelita desde o início da ofensiva na Faixa de Gaza, será supervisionada pela EUBAM – a missão de segurança europeia que enviará tropas comunitárias para o local. O controle também incluirá residentes de Gaza não afiliados ao Hamas e autorizados por Israel, conforme decidido pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) em reunião realizada na segunda-feira. O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, confirmou que a Espanha está disposta a participar na missão europeia em Rafah.
De acordo com o jornal israelita The Jerusalem Post, a reabertura da passagem foi motivada por uma troca de reféns por prisioneiros palestinianos, realizada na quinta-feira, o que não estava previsto no acordo original. Desde o início da guerra em Gaza, Israel assumiu o controle total da passagem, que é a principal via para a entrada de ajuda humanitária e a saída de residentes doentes e feridos.
Em maio, durante a invasão à cidade de Rafah pelas tropas do governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a passagem foi ocupada e encerrada, apesar da oposição do ex-presidente norte-americano Joe Biden. Esta ação agravou a crise humanitária no enclave palestiniano.
Até o acordo de cessar-fogo, Israel permitia apenas ocasionalmente a abertura da passagem para a entrada limitada de caminhões com ajuda humanitária e a saída de pequenos grupos de doentes, uma medida considerada insuficiente para atender às necessidades de uma população faminta e em situação de emergência.