Manaus
Greve do transporte especial causa bloqueios e congestionamentos em Manaus

A greve dos trabalhadores do transporte especial provocou bloqueios em importantes vias de Manaus na manhã desta quinta-feira (20), afetando o trânsito e o deslocamento de funcionários das fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM). A paralisação foi iniciada após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelas empresas durante as negociações salariais.
Representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Especiais de Manaus (Sindespecial), os trabalhadores realizaram manifestações na avenida Pedro Teixeira, nas proximidades do Sambódromo; avenida Grande Circular; avenida Coronel Cyrillo Neves, na Compensa, próximo à Ponte Jornalista Phelippe Daou; avenida Torquato Tapajós; além das bolas da Samsung, do Coroado e da Suframa. Os bloqueios provocaram retenções e longas filas de veículos em diferentes pontos da capital.
A paralisação foi confirmada após uma nova rodada de negociação realizada na tarde de quarta-feira (19). Segundo representantes da categoria, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento (Sifetran) ofereceu reajuste salarial de 5,5% e cesta básica no valor de R$ 320, proposta considerada insuficiente pelos trabalhadores.
A categoria reivindica reajuste salarial de 12%, aumento de 100% no vale-alimentação, mudanças no pagamento das horas extras, redução da jornada e melhores condições de trabalho. Após a reunião, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Givancir Oliveira, informou que não houve acordo e classificou a greve como inevitável. O movimento também recebeu apoio do presidente da CUT Amazonas e do Sindicato dos Metalúrgicos, Valdemir Santana, além de outras entidades ligadas à central sindical.
A paralisação preocupa principalmente pelo impacto no Distrito Industrial, que depende diariamente do transporte fretado para levar milhares de funcionários às fábricas. Com veículos parados e manifestações em corredores estratégicos, trabalhadores enfrentam dificuldades para chegar às empresas, enquanto motoristas de outras regiões também são prejudicados pelos congestionamentos. Até o início da manhã desta quinta-feira, não havia previsão de um novo acordo para encerrar o movimento.
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Com informações do portal Fato Amazônico