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EUA ampliam sanções contra Cuba

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Medidas anunciadas por Washington bloqueiam bens, restringem transações financeiras e incluem novas entidades ligadas ao governo cubano

Foto: Reprodução / Instagram Marco Rubio

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (4) uma nova rodada de sanções contra integrantes da elite política cubana e organizações associadas ao governo da ilha. As medidas fazem parte da estratégia da administração do presidente Donald Trump de aumentar a pressão sobre o regime liderado por Miguel Díaz-Canel.

Entre os alvos das sanções estão o próprio presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, sua esposa, Lis Cuesta Peraza, além de Manuel Anido Cuesta, filho dela. Também foram incluídos na lista Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, e Raúl Alejandro Castro Calis, neto do ex-líder cubano.

Os cinco passaram a integrar a relação de Nacionais Especialmente Designados (SDN, na sigla em inglês), administrada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. A inclusão na lista determina o congelamento de bens e interesses sob jurisdição norte-americana, além de proibir que cidadãos, empresas e instituições financeiras dos EUA realizem negócios com os sancionados.

Segundo Washington, a medida está respaldada pela Ordem Executiva 14404, assinada por Donald Trump em 1º de maio, que ampliou as restrições contra pessoas e organizações consideradas envolvidas em ações repressivas em Cuba ou que representem riscos à segurança nacional e aos interesses da política externa norte-americana.

Paralelamente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou a inclusão de novas entidades cubanas em listas de restrições. Entre elas estão o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba (MINFAR), o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), a Amistur Cuba S.A., os Comitês de Defesa da Revolução (CDR) e a empresa Minera La Victoria S.A.

Em publicação nas redes sociais, Rubio alertou que empresas e instituições que mantenham relações comerciais ou prestem serviços às entidades sancionadas poderão enfrentar punições semelhantes. O secretário também afirmou que bancos estrangeiros devem interromper operações ligadas aos grupos incluídos nas restrições.

As novas medidas reforçam a política adotada pelo governo Trump de endurecer o cerco ao regime cubano. Rubio declarou que os Estados Unidos não irão tolerar governos que, segundo ele, utilizem estruturas políticas e de influência para ameaçar a segurança norte-americana e expandir sua atuação ideológica na região.