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Pentágono divulga novo lote de arquivos secretos sobre óvnis após ordem de Trump

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Documentos liberados incluem vídeos, fotos e relatórios históricos sobre fenômenos aéreos não identificados registrados por militares e astronautas norte-americanos

Foto: Divulgação

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos tornou público o segundo lote de documentos confidenciais relacionados a objetos voadores não identificados (óvnis), agora chamados oficialmente de fenômenos anômalos não identificados. A divulgação ocorre após determinação direta do presidente Donald Trump e reúne centenas de arquivos antes mantidos sob sigilo.

O material disponibilizado inclui relatórios militares, fotografias e aproximadamente 5 gigabytes de gravações em vídeo, que podem ser acessados para download no portal oficial do Pentágono. Apesar da expectativa criada em torno do conteúdo, grande parte das imagens apresenta baixa qualidade e registros em preto e branco.

Governo cita “transparência” na divulgação

Em nota oficial, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que décadas de sigilo em torno desses fenômenos contribuíram para o surgimento de teorias e desconfiança pública.

Segundo ele, a abertura dos arquivos representa uma medida de transparência da atual gestão da Casa Branca e permite que a população analise as evidências de forma independente.

Ao todo, o novo pacote reúne 222 documentos relacionados a investigações conduzidas pelo governo norte-americano ao longo de décadas.

Relatórios revelam aparições em base secreta

Entre os arquivos divulgados está um relatório histórico de 116 páginas que detalha ocorrências registradas entre 1948 e 1950 em uma instalação militar ultrassecreta localizada na região de Sandia, no Estado do Novo México.

Os documentos apontam que militares notificaram oficialmente 209 incidentes no período. Os relatos descrevem avistamentos frequentes de esferas verdes, discos voadores e bolas de fogo sobrevoando a área do complexo militar.

A divulgação faz parte do processo gradual de abertura de arquivos governamentais ligados ao tema, iniciado ainda no fim da década de 1970.

Astronautas da Apollo relataram luzes misteriosas

Outro trecho do material liberado reúne transcrições de exames médicos feitos com os integrantes da missão Apollo 12. Nos depoimentos, o comandante Charles Conrad e os astronautas Richard Gordon e Alan Bean relataram ter visto flashes intensos e feixes luminosos enquanto tentavam dormir durante a missão espacial.

Segundo os registros, os fenômenos eram percebidos apenas no escuro, dentro da cabine da nave.

Os relatos foram comparados a experiências semelhantes descritas anteriormente por Buzz Aldrin, da missão Apollo 11. Na época, especialistas da Nasa investigaram a possibilidade de os efeitos terem sido causados pela incidência de raios cósmicos na retina dos astronautas.

Após análises e testes realizados pela agência espacial, os cientistas concluíram que as luzes observadas eram estímulos visuais internos provocados pelo próprio organismo dos tripulantes, descartando a existência de fontes externas de iluminação.