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EUA elevam pressão contra Cuba após acusação histórica contra Raúl Castro
Washington envia porta-aviões ao Caribe e reacende tensão diplomática com Havana em meio a nova ofensiva política e judicial

A tensão entre Estados Unidos e Cuba voltou a crescer nos últimos dias depois que o governo do presidente Donald Trump intensificou ações políticas, judiciais e militares contra o regime cubano.
O Departamento de Justiça dos EUA formalizou acusações contra o ex-ditador Raúl Castro por sua suposta participação no abate de duas aeronaves civis da organização “Brothers to the Rescue”, ocorrido em 1996. O episódio terminou com a morte de quatro pessoas, incluindo cidadãos norte-americanos.
Segundo as autoridades norte-americanas, Raúl Castro, que ocupava o cargo de ministro da Defesa na época, teria autorizado a operação militar que derrubou os aviões em espaço aéreo internacional. A acusação inclui homicídio, destruição de aeronaves e conspiração para matar cidadãos dos Estados Unidos.
Horas após o anúncio, Washington confirmou o deslocamento do porta-aviões USS Nimitz e de seu grupo de ataque para o Caribe. O movimento foi interpretado como mais um sinal de endurecimento da política da Casa Branca em relação ao regime cubano.
Nos bastidores, analistas internacionais avaliam que o governo Trump pode utilizar a acusação judicial como instrumento de pressão diplomática sobre Havana. Entre os cenários discutidos estão o aumento do isolamento político e econômico de Cuba e a tentativa de forçar concessões do governo de Miguel Díaz-Canel.
Também surgiram especulações sobre uma possível operação para capturar Raúl Castro, hipótese levantada após ações recentes dos EUA contra o regime venezuelano de Nicolás Maduro. Apesar disso, especialistas apontam que qualquer medida mais agressiva contra Cuba teria forte impacto geopolítico na América Latina e enfrentaria obstáculos militares e diplomáticos maiores.
O governo cubano reagiu imediatamente. Havana classificou as acusações como uma provocação política e afirmou que os Estados Unidos tentam usar um caso ocorrido há quase três décadas para ampliar a pressão internacional sobre a ilha.
