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Randolfe perde reeleição no Amapá e deixa o Senado após 16 anos

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Rayssa Furlan e Lucas Barreto conquistaram as duas vagas do estado; petista terminou a disputa em terceiro lugar

Foto: Ton Molina / Agência Senado

O senador Randolfe Rodrigues (PT) não conseguiu renovar o mandato pelo Amapá nas eleições deste domingo (4) e deixará o Senado Federal a partir de 2027. Com a totalização das urnas, o petista terminou em terceiro lugar, atrás de Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD), os dois eleitos para representar o estado pelos próximos oito anos.

Rayssa lidera e Barreto garante a segunda vaga

Rayssa Furlan foi a candidata mais votada para o Senado no Amapá, com 264.799 votos, equivalentes a 29,98% dos votos válidos. Lucas Barreto ficou em segundo, com 213.948 votos e 24,22%, assegurando a reeleição para um novo mandato na Casa.

Randolfe terminou a disputa com 163.857 votos, correspondentes a 18,55% dos votos válidos, ficando sem uma das duas cadeiras disponíveis. Os números finais diferem da apuração parcial divulgada durante a noite, quando ainda restavam urnas a serem totalizadas.

Fim de uma longa passagem pelo Senado

A derrota encerra a permanência de Randolfe no Senado, onde ocupava uma cadeira desde 2011. Ele havia sido eleito pela primeira vez em 2010 e buscava agora o terceiro mandato consecutivo.

Durante sua trajetória, Randolfe se tornou uma das principais lideranças do PT no Congresso e ocupou a posição de líder do governo no Congresso Nacional. Sua saída altera a composição da bancada do Amapá no Senado a partir do próximo ano.

Nova composição da bancada do Amapá

Com a eleição de Rayssa Furlan e a reeleição de Lucas Barreto, o Amapá terá uma nova composição entre seus representantes no Senado a partir de 2027. Os dois novos mandatos terão duração de oito anos, com término previsto para 2035.

Rayssa Furlan é médica e mulher do governador eleito do Amapá, Dr. Furlan (PSD), que venceu a disputa pelo governo estadual ainda no primeiro turno. O resultado para o Senado acompanha, portanto, uma mudança relevante na representação política do estado.

A eleição também mantém Lucas Barreto no Senado para um segundo mandato. Com a derrota de Randolfe, a bancada amapaense na Casa Alta passará por uma renovação a partir de janeiro de 2027.