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Fotos de homens armados atribuídos a ‘piratas dos rios’ assustam ribeirinhos no AM

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Imagens compartilhadas nas redes sociais são atribuídas a suspeitos de atuar no Médio Solimões e são relacionadas por moradores a ocorrências contra embarcações.

Foto: Reprodução

A circulação de fotografias que mostram homens portando armas de fogo aumentou a apreensão em comunidades ribeirinhas do interior do Amazonas. O material compartilhado em grupos de redes sociais é atribuído a supostos integrantes dos chamados “piratas dos rios”, com atuação apontada na região do Médio Solimões.

As imagens são relacionadas por moradores a áreas que incluem a Foz do Japurá, Guariba e a região de Maraã. Entre os nomes associados às fotografias estão Eliabe Queiroz Pereira, conhecido como “Branco”, e Antônio Filho Neto da Silva, chamado de “Cacique”. As identificações, porém, aparecem em relatos que acompanham o material divulgado nas redes e ainda dependem de confirmação oficial.

As denúncias também relacionam os suspeitos a ocorrências recentes envolvendo embarcações. Segundo as informações que circulam entre moradores, “Branco” seria apontado como participante de um roubo a uma embarcação, supostamente ao lado do irmão e do cunhado. O material ainda cita possíveis vínculos com criminosos conhecidos na região de Coari, entre eles indivíduos identificados pelos apelidos de “Walcelino Telles LN”, “Tiago TG” e “Vitão”.

Outros nomes aparecem nas informações compartilhadas, como “Bruno Playboy”, Erick Peruano e um homem identificado apenas como “Tom”. Este último é acusado por ribeirinhos de ameaçar e intimidar famílias da região. As denúncias também atribuem a Erick Peruano histórico criminal e passagem pelo sistema prisional de Coari.

A circulação das fotografias ocorre poucos dias após um ataque contra um ferryboat nas proximidades de Alvarães, ocorrência que também foi relacionada por fontes locais aos suspeitos mencionados nas imagens. Informações publicadas sobre o episódio indicam que uma embarcação foi abordada por homens armados, enquanto as autoridades realizaram buscas posteriormente.

Até que as imagens, identidades e possíveis conexões sejam confirmadas pelas autoridades responsáveis, as acusações divulgadas nas redes sociais devem ser tratadas como relatos e denúncias, e não como comprovação individual de participação em crimes. A análise do material poderá auxiliar as forças de segurança na identificação dos envolvidos e na definição das medidas de patrulhamento na malha hidroviária do Amazonas.