Polícia
Motociclista acusado de agredir corretora se apresenta à polícia e nega crime
Ismael Gomes afirma que não realizou a corrida e diz ser vítima de acusação injusta

O motociclista de aplicativo Ismael Gomes compareceu a uma delegacia de Manaus nesta segunda-feira (15) para prestar esclarecimentos sobre a denúncia de agressão feita pela corretora de imóveis e musa da escola de samba Mocidade Independente de Aparecida Márcia Santos. Em depoimento, ele negou qualquer envolvimento no caso, afirmou que não realizou a corrida solicitada pela mulher e declarou estar sendo acusado injustamente, apresentando provas para sustentar sua versão dos fatos.
“Às 3h40 eu estava na Compensa e fui me direcionando à área central da capital para receber chamadas no Parque Dez, Parque das Laranjeiras e Nossa Senhora das Graças. Aí eu aceitei a corrida da Márcia e fui em direção ao Carito. Quando eu fui chegando no Carito, tinham várias chamadas no celular, era 4h da manhã, momento de saída das festas. Quando cheguei no Carito, havia duas moças me chamando, e eu já solicitei a corrida achando que era a Márcia. Iniciei a corrida, mas fiquei parado e a pessoa veio até mim. Aí eu falei pela terceira vez, para a última moça, que estava esperando a Márcia. Quando percebi que não era nenhuma delas, continuei esperando pelo fato de já ter iniciado a corrida dela. Não podia cancelar porque já tinha iniciado e ela já tinha pago a corrida online. Para não agir de má-fé, fiquei esperando cerca de cinco minutos e 52 segundos, o que está registrado no aplicativo. Como ela não apareceu, finalizei a corrida no mesmo local. Tenho como comprovar isso, meu veículo tem GPS e, pelo aplicativo da plataforma, consigo provar”, explicou o condutor.
Após perceber que Márcia não havia aparecido, o motociclista explicou que aceitou outra corrida para não ficar parado no local.
“Eu iniciei e finalizei em frente ao Carito. Depois que finalizei a corrida, ainda aguardei uns dois minutos por outra chamada. Fiquei mais alguns minutos próximo ao Carito, e a Márcia não apareceu, não subiu na minha moto. Meus advogados estão solicitando as imagens do Carito para divulgar, pois tenho como comprovar que não saí de lá com ela. Recebi outra chamada na Praça do Caranguejo, no Eldorado, fui até lá e consigo comprovar pelo meu GPS”, acrescentou o motociclista.
O motociclista afirmou que, ao perceber que estava sendo acusado injustamente e que sua imagem estava circulando nas redes sociais, decidiu se apresentar à polícia por conta própria para esclarecer os fatos.
“Às 7 da manhã eu fiquei sabendo que a minha imagem já estava circulando na internet, pessoas querendo fazer justiça com as próprias mãos, divulgando minha imagem, meu endereço, colocando a vida da minha família e dos meus filhos em risco. Fiquei totalmente com medo. Todo mundo que me conhece sabe da minha reputação. Sou casado, tenho filhos, residência fixa, meu veículo tem GPS e fui acusado injustamente. Me desloquei até o 19º DIP, me mandaram à Delegacia da Mulher e, depois, vim ao 3º DIP junto com meus advogados”, disse o condutor.
O caso agora está sendo investigado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM)
