Polícia
Crime por vingança: Suspeito diz que gesto de facção rival motivou execução de pai e filho em Manaus
Moisés de Souza Sena e o filho de 2 anos foram alvos de disparos enquanto estavam em uma motocicleta com a mãe da criança, que ficou ferida

A Polícia Civil informou, nesta terça-feira (1º), que o assassinato de Moisés de Souza Sena, de 23 anos, e de seu filho, de apenas 2 anos, foi motivado por um suposto gesto relacionado a uma facção criminosa. O crime aconteceu no dia 22 de junho, na Avenida Alarico Furtado, localizada na comunidade Valparaíso, na Zona Leste de Manaus.
Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento do atentado. Nas gravações, é possível ver os criminosos se aproximando e efetuando diversos disparos. Moisés e a criança caem imediatamente. A mãe do menino, que também estava na motocicleta com eles, foi baleada, mas está fora de perigo.
Um dos envolvidos, identificado como Hugo Henrique da Silva, de 23 anos, foi capturado na noite de segunda-feira (30). Conforme relato da delegada Deborah Barreiros, o suspeito contou em depoimento que teria visto a vítima fazendo um gesto associado a uma facção rival, próximo ao corpo de um integrante do grupo ao qual ele pertence.
“Ele disse que interpretou a atitude como uma provocação, e que após comentar com comparsas, decidiram que Moisés deveria morrer”, explicou a delegada.
Durante o depoimento, Hugo afirmou que não percebeu a presença da criança na motocicleta e, caso soubesse, não teria atirado. No entanto, a delegada demonstrou ceticismo quanto a essa alegação: “É difícil acreditar, pois, pela forma como ele disparou, qualquer pessoa próxima seria atingida”, declarou.
A prisão ocorreu após uma denúncia anônima. Policiais da 30ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) se deslocaram até a comunidade Xiborema, na zona rural de Iranduba, utilizando embarcações para chegar ao local.
Segundo o comandante da 30ª Cicom, major Aldivam, a operação enfrentou desafios por conta da geografia da área: “Era uma região alagada, o que oferecia risco de fuga. Ele poderia cair na água ou escapar em outra embarcação, mas conseguimos detê-lo rapidamente”, afirmou.
O caso continua sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que agora trabalha para localizar um segundo envolvido na execução do crime.