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Amazonas

Justiça mantém prisão de familiares de Djidja Cardoso e adia análise definitiva do caso

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Desembargadora do TJAM rejeita pedido de liberdade e determina que mérito seja julgado pelo colegiado

Foto: Instagram Djidja Cardoso

A desembargadora Luiza Cristina Marques, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), decidiu manter a prisão preventiva de Cleusimar Cardoso e Ademar Cardoso, investigados no caso da morte de Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido. A magistrada negou o pedido de revogação da medida, apresentado pela defesa dos acusados.

Os advogados alegaram constrangimento ilegal, destacando que os dois permanecem presos há mais de 600 dias sem sentença definitiva. Apesar disso, a desembargadora entendeu que não há justificativa para uma decisão liminar e que a análise mais aprofundada deve ocorrer no julgamento pelo colegiado da Corte.

Na decisão, Luiza Cristina Marques ressaltou que o tema exige avaliação detalhada. Segundo ela, não é possível conceder a medida de urgência neste momento, cabendo ao órgão colegiado examinar o caso de forma completa.

Cleusimar e Ademar foram presos em 28 de maio de 2024, data em que Djidja Cardoso foi encontrada morta em sua residência, no bairro Cidade Nova, na zona Norte de Manaus. As investigações indicaram a existência de um grupo denominado “Pai, Mãe, Vida”, que utilizaria cetamina — substância de uso veterinário — obtida ilegalmente para provocar estados de transe.

O caso continuou a ter desdobramentos ao longo de 2024 e 2025, com a inclusão de outros investigados. Em uma decisão posterior, o TJAM anulou uma condenação inicial ao identificar falhas no processo, como a ausência de acesso prévio da defesa ao laudo toxicológico definitivo. A medida levou à reavaliação da ação judicial.