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Trump sanciona lei que encerra a mais longa paralisação do governo na história dos EUA

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Após semanas de impasse no Congresso, acordo aprovado pelo Senado e pela Câmara garante recursos até janeiro de 2026 e retoma serviços essenciais

Foto: Reprodução

O governo dos Estados Unidos voltou a funcionar plenamente nesta quarta-feira (12), após o presidente Donald Trump sancionar a lei que encerra a mais longa paralisação da máquina pública na história do país. O texto, aprovado horas antes pela Câmara dos Deputados por 222 votos a 209, assegura o financiamento das operações federais até 30 de janeiro de 2026.

A medida, que já havia passado pelo Senado nos últimos dias, evita o agravamento da crise administrativa que vinha afetando milhões de servidores e cidadãos. Com o novo acordo, programas de assistência alimentar, o pagamento de funcionários federais e o sistema de controle de tráfego aéreo voltam a operar normalmente — serviços que estavam parcialmente suspensos desde o início do bloqueio orçamentário.

Durante a cerimônia de assinatura no Salão Oval, Trump afirmou que o episódio deve servir de lição. “Nunca podemos deixar isso acontecer novamente. Esta não é a maneira de governar um país”, declarou o presidente, ao lado de parlamentares republicanos que articularam o fim do impasse.

O pacto mantém o ritmo de expansão da dívida federal, estimada atualmente em cerca de US$ 38 trilhões, e deve adicionar aproximadamente US$ 1,8 trilhão anuais ao passivo nacional. Apesar das críticas de setores conservadores, o acordo é visto como uma trégua temporária que dá fôlego ao governo e ao Congresso para negociar um orçamento de longo prazo.

Retomada de programas e impacto econômico

O pacote legislativo reverteu cortes massivos de pessoal feitos durante a paralisação, que afetaram mais de 4.000 funcionários federais, incluindo centenas ligados à saúde pública. Departamentos estratégicos, como Defesa e Assuntos de Veteranos, terão financiamento estendido até 30 de setembro de 2026, garantindo operações durante todo o ano fiscal.

O texto prevê mais de US$ 133 bilhões em gastos discricionários para veteranos, além de fundos para construção militar e manutenção de instalações, permitindo maior previsibilidade em planejamento de infraestrutura e serviços médicos.

Segundo o Departamento de Transporte, a paralisação causou cortes de até 6% no tráfego aéreo em 40 aeroportos, resultando em milhares de cancelamentos e perdas econômicas estimadas em US$ 580 milhões por dia. Além disso, cerca de 42 milhões de americanos ficaram temporariamente sem benefícios de programas de cupons alimentares.

Cláusula polêmica sobre registros do Capitólio

A lei também incluiu uma disposição controversa que autoriza senadores a processar o Departamento de Justiça caso seus registros telefônicos tenham sido obtidos sem aviso prévio durante a investigação do ataque ao Capitólio em 2021. A medida prevê compensações de até US$ 500 mil e gerou críticas entre legisladores republicanos e membros da Câmara.

Alívio político e desafios futuros

Trump considerou o fim da paralisação uma vitória sobre o que chamou de “extorsão democrata”, garantindo financiamento sem ceder às demandas sobre segurança sanitária. A medida também busca evitar novas interrupções enquanto se negocia um pacote orçamentário mais amplo, equilibrando prioridades de republicanos e democratas em ano eleitoral intermediário.

O presidente do Senado, Mike Johnson, destacou a importância das aprovações para manter a operação de programas essenciais que estavam paralisados, garantindo maior estabilidade para os serviços federais e famílias americanas durante a temporada de férias.