Estamos nas Redes

Mundo

Trump afirma que mandato de Maduro está chegando ao fim, mas evita falar em guerra

Publicado

on

Apesar do reforço militar no Caribe, presidente dos EUA minimiza risco de confronto aberto com Caracas.

Foto: Reprodução / Internet

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que o mandato de Nicolás Maduro como líder da Venezuela está próximo do fim, sem, no entanto, esclarecer se haverá intervenção militar direta. A declaração foi dada durante entrevista ao programa “60 Minutes”, da CBS, transmitida no domingo (2).

Questionado sobre se os dias de Maduro estavam contados, Trump respondeu de forma afirmativa, porém evasiva: “Eu diria que sim. Acho que sim, sim.” Quando instado a comentar sobre operações terrestres na Venezuela, optou por não detalhar possíveis ações: “Não vou dizer o que vou fazer com a Venezuela, se vou fazer ou não.”

Apesar do reforço militar americano na região caribenha, o presidente minimizou a possibilidade de um confronto direto: “Duvido. Não acho que vá acontecer”, declarou. Nos últimos dois meses, as forças armadas dos EUA realizaram ataques a navios suspeitos de tráfico de drogas em alto-mar, resultando em dezenas de mortes. Embora oficialmente essas ações sejam classificadas como operações antidrogas, fontes internas apontam que elas também fazem parte de uma estratégia para pressionar o regime de Maduro.

O líder venezuelano, acusado de narcotráfico nos Estados Unidos, denuncia as ações como pretexto para uma tentativa de mudança de governo e controle sobre as reservas de petróleo do país. A presença militar americana inclui o porta-aviões USS Gerald R. Ford e unidades especiais conhecidas como “Night Stalkers”, elevando preocupações sobre uma possível escalada rumo a mudança de regime em Caracas.

A entrevista, gravada em Mar-a-Lago na sexta-feira passada, abordou ainda temas como relações EUA-China, imigração e testes nucleares de Rússia e China, mas Trump manteve o foco na Venezuela, ressaltando que o país “tratou os EUA muito mal”, não apenas no combate às drogas, mas também ao enviar “centenas de milhares de pessoas” para solo americano.

A postura ambígua evidencia a estratégia da administração Trump: pressionar Maduro por sanções e isolamento internacional, enquanto evita um confronto militar direto, embora autorizações de ações da CIA já tenham sido emitidas contra o regime.