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Tentativa de envenenamento contra Bashar al-Assad em Moscou é investigada por observatório sírio
Ex-líder sírio esteve internado em estado crítico por meses; governo russo não se pronunciou sobre o caso

Bashar al-Assad, de 60 anos, que governou a Síria por mais de duas décadas antes de ser deposto em 2024, teria sido vítima de uma tentativa de assassinato por envenenamento enquanto vivia em exílio político em Moscou. A denúncia foi feita pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
Segundo o relatório, Assad passou mal em junho e foi levado às pressas para um hospital nos arredores da capital russa, onde permaneceu internado em estado crítico por meses. Ele recebeu alta apenas nesta segunda-feira (29), com estado de saúde considerado estável.
Durante o período de internação, apenas duas pessoas teriam tido acesso ao ex-chefe de Estado: seu irmão, Maher al-Assad, e o ex-secretário-geral de Assuntos Presidenciais, Mansour Azzam. A vigilância em torno da unidade hospitalar teria sido reforçada, e Assad não foi visto publicamente desde que chegou à Rússia.
O OSDH aponta que o envenenamento teria sido articulado para “constranger o governo russo e responsabilizá-lo por sua morte”. Até o momento, o Kremlin não comentou o caso.
Assad perdeu o poder em dezembro do ano passado, quando insurgentes liderados pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS) tomaram Damasco. Desde então, a Síria é comandada por um governo de transição liderado por Ahmed al-Sharaa.
Em discurso histórico na Assembleia Geral das Nações Unidas no dia 24 de setembro, Sharaa destacou a ruptura com o antigo regime:
— Por longos anos, sofremos injustiça e opressão. Mas nos levantamos para reivindicar nossa dignidade. A unidade do povo sírio nos levou a combater o sectarismo e a rejeitar qualquer tentativa de dividir nosso país novamente — declarou.
As circunstâncias envolvendo o suposto atentado contra Assad ainda são apuradas por organizações internacionais independentes.