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Irã desafia EUA, rejeita acordo e condiciona fim da guerra a exigências próprias

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IMAGEM CRIADA POR INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O regime teocrático do Irã rejeitou, nesta quarta-feira (25), a proposta apresentada pelos Estados Unidos para encerrar o conflito no Oriente Médio, classificando o plano como “desconectado da realidade”.

Autoridades iranianas afirmaram ainda que a Casa Branca “não ditará” os rumos da guerra, que já provocou o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz — principal rota global para o transporte de petróleo. Desde o início das hostilidades, o preço do barril ultrapassou os US$ 100, sendo negociado atualmente em torno de US$ 97.

Em declaração divulgada pela emissora estatal Press TV, o governo iraniano adotou um tom desafiador: “O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo — e quando suas próprias condições forem atendidas.”

De acordo com o canal oficial, o regime estabeleceu cinco شروط para encerrar o conflito:

  • fim total das ações militares dos EUA, classificadas por Teerã como “agressões”;
  • garantias concretas de que o conflito não será retomado;
  • compensações financeiras pelos danos causados;
  • encerramento imediato de todas as frentes de combate;
  • reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.

A resposta negativa veio rapidamente após a divulgação de uma proposta mediada pelo Paquistão, segundo a agência Reuters. O plano, articulado entre Washington e Teerã, previa uma série de compromissos para a desescalada da crise.

Conforme reportado pelo The New York Times, a proposta apresentada pelo ex-presidente Donald Trump incluía 15 pontos, entre eles:

  • desativação completa das usinas de enriquecimento de urânio do Irã;
  • interrupção do financiamento a grupos como Hamas e Hezbollah;
  • criação de uma zona marítima de livre comércio no Estreito de Ormuz.

Na véspera, Trump chegou a afirmar que o Irã teria sinalizado disposição para abrir mão de armas nucleares, classificando o gesto como uma “grande concessão”. A rejeição imediata do regime, no entanto, reforça o impasse e mantém o cenário de instabilidade na região.