Estamos nas Redes

Mundo

Economia iraniana registra queda de 10,1% em período marcado pela guerra

Publicado

on

A opção concentra o principal dado econômico, identifica o país e estabelece a relação temporal com o conflito sem acrescentar uma conclusão que não esteja sustentada pelos dados fornecidos.

Foto: Reprodução

A economia do Irã registrou retração de 10,1% no primeiro trimestre do calendário persa, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados oficiais foram divulgados no domingo (20) e abrangem os meses entre o fim de março e o fim de junho, período que coincidiu com os primeiros meses do conflito envolvendo Teerã, Israel e Estados Unidos.

Indústria e serviços também recuam

A contração aparece em diferentes setores da economia iraniana. A indústria e a mineração tiveram queda de 14,7%, enquanto os serviços recuaram 4,8%. No sentido oposto, a agricultura apresentou crescimento de 2,3%.

Mesmo com o desempenho negativo do conjunto da economia, a retração não se limita à atividade petrolífera. Quando o petróleo é retirado do cálculo, o Produto Interno Bruto (PIB) iraniano ainda registra queda de 4,6%.

Petróleo está no centro da disputa

O setor energético permanece diretamente ligado às tensões envolvendo o Irã. O Estreito de Ormuz, importante rota para o comércio mundial de petróleo, aparece no centro da disputa, enquanto restrições mantidas pelos Estados Unidos sobre portos iranianos pressionam as exportações do país.

Durante um bloqueio anterior, entre abril e junho, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país não conseguiu exportar “nem um único barril de petróleo”.

Conflito coincide com período de retração

Os confrontos começaram em 28 de fevereiro, com ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o território iraniano. Em junho, Teerã e Washington chegaram a assinar um protocolo destinado a encerrar as hostilidades, mas os confrontos foram retomados posteriormente, em meio a acusações mútuas de descumprimento do acordo.

A queda registrada no período ocorre em uma economia que já enfrentava dificuldades relacionadas à inflação elevada, à desvalorização do rial e às restrições provocadas pelas sanções internacionais.