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Governo paraguaio declara Comando Vermelho e PCC como terroristas e amplia ação militar
Medida permite ação direta das Forças Armadas contra o crime organizado transnacional.

O Paraguai deu um passo inédito no combate ao crime organizado ao autorizar oficialmente suas Forças Armadas a atuar contra facções brasileiras que operam no país. Com isso, grupos como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) passam a ser tratados como “organizações terroristas internacionais”, conforme anúncio feito pelo ministro da Defesa, Óscar González.
Em entrevista à rádio ABC Cardinal, González destacou que o novo enquadramento jurídico permite uma atuação independente das Forças Armadas, sem a necessidade de coordenação prévia com outras instituições: “Agora podemos enfrentar esses grupos diretamente”, afirmou.
O decreto presidencial, assinado pelo presidente Santiago Peña e publicado na quinta-feira (30), surge após uma megaoperação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortes. O documento concede respaldo jurídico e operacional às Forças Armadas, à Polícia Nacional e à Secretaria Antidrogas do Paraguai, apontando que há evidências concretas da presença e atuação das facções no território paraguaio. Segundo o texto, o alcance das atividades ilícitas desses grupos extrapola fronteiras, afetando a segurança nacional.
González reforçou que a medida vai além de uma ação simbólica, representando uma mudança prática na forma de combate às organizações criminosas e fortalecendo o enfrentamento internacional a essas facções.