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Brasileiros barrados na União Europeia atingem maior nível desde 2019

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Portugal e Irlanda lideram recusas de entrada; falta de justificativa para viagem foi o principal motivo dos bloqueios

Foto: imagem criada por IA

Os escritórios de imigração da União Europeia (UE) barraram a entrada de 2.910 brasileiros em 2025. O número representa um aumento de 14% em relação ao ano anterior e marca o maior índice de rejeição de cidadãos do Brasil desde 2019. Os dados são do balanço anual divulgado pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia, o Eurostat.

Portugal e Irlanda concentraram mais da metade das negativas aplicadas aos brasileiros. O governo português liderou o ranking, com 750 recusas, seguido pela Irlanda, com 725 passageiros impedidos de entrar no bloco europeu.

A maior parte das restrições ocorreu ainda nos aeroportos, logo após o desembarque dos voos internacionais. Ao todo, 2.690 casos foram registrados nos terminais de entrada da UE.

Motivos das recusas

Segundo as autoridades europeias, a principal causa dos bloqueios foi a falta de comprovação sobre o motivo da viagem, situação que atingiu 1.085 brasileiros.

Além disso, 645 cidadãos foram barrados sob suspeita de portar vistos ou documentos de residência falsificados. Outros casos envolveram insuficiência de recursos financeiros para a permanência no país de destino e uso de passaportes vencidos.

O relatório também aponta que o Brasil ocupa a 12ª posição entre os países com maior número de cidadãos impedidos de entrar no território europeu.

Deportações também aumentaram

O levantamento do Eurostat mostra ainda que 3.050 brasileiros foram deportados pelos países da União Europeia ao longo do período analisado. O total representa cerca de 2% de todas as repatriações forçadas realizadas pelo bloco.

Endurecimento das regras migratórias

A repressão contra imigrantes em situação irregular aumentou 21,7% na Europa, impulsionada pelo endurecimento das políticas migratórias adotadas por diversos países.

A Alemanha liderou o número de ações contra estrangeiros sem documentação regular, concentrando 23,4% das ocorrências, seguida pela França.

Nas fronteiras terrestres externas da UE, Polônia, Croácia e Romênia registraram os maiores volumes de bloqueios migratórios.

Ranking global de recusas

A Ucrânia apareceu no topo da lista geral de rejeições da União Europeia, com cerca de 130 mil cidadãos barrados, reflexo do prolongamento da guerra contra a Rússia.

Na sequência, aparecem Turquia, Geórgia e Síria entre os países com maior número de deportações e recusas definitivas.

No total, os países da União Europeia expulsaram 135,4 mil pessoas de fora do bloco no último ano.