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Grupo de 11 brasileiros é acusado por série de assaltos a bancos em Portugal
Ministério Público aponta que organização criminosa roubou 12 instituições financeiras em dez meses e movimentou cerca de R$ 5,3 milhões obtidos com os crimes.

O Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Santarém, em Portugal, apresentou denúncia contra 11 brasileiros pelos crimes de roubo qualificado e associação criminosa. O grupo, formado por sete homens e quatro mulheres, é apontado como responsável por uma sequência de assaltos a bancos e casas de câmbio na região central do país.
Segundo o Ministério Público português, os crimes ocorreram entre agosto de 2024 e junho de 2025. Ao longo de dez meses, os investigados teriam atacado 12 instituições financeiras após monitorarem a rotina das agências e os horários de funcionários, utilizando essas informações para planejar as ações.
Disfarces e planejamento
De acordo com a investigação, os suspeitos entravam nos estabelecimentos armados e disfarçados de entregadores de aplicativos de refeições para evitar o acionamento dos sistemas de segurança das agências.
Os relatórios encaminhados à Justiça apontam que os integrantes da organização utilizavam capacetes, perucas, bigodes postiços, luvas cirúrgicas e mochilas térmicas durante os assaltos. Conforme divulgado pela imprensa europeia, o grupo teria obtido cerca de 916 mil euros, valor equivalente a aproximadamente R$ 5,3 milhões na cotação atual.
Dinheiro enviado ao Brasil
As investigações também indicam que parte do dinheiro roubado foi transferida para contas bancárias no Brasil.
Segundo o Ministério Público, os acusados utilizavam plataformas de tecnologia financeira e operadoras internacionais de câmbio para movimentar os recursos, o que facilitava a abertura de contas virtuais e dificultava o rastreamento da origem ilícita dos valores.
Durante as fugas, os criminosos utilizavam veículos cadastrados em plataformas de transporte por aplicativo. O monitoramento desses automóveis, aliado à análise das movimentações financeiras, permitiu que a polícia identificasse os endereços dos suspeitos.
Processo segue na Justiça
A Justiça portuguesa recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público e determinou medidas cautelares contra todos os investigados.
Sete dos 11 acusados tiveram a prisão preventiva decretada. Os outros quatro responderão ao processo em liberdade provisória, mas estão proibidos de deixar a comarca e devem se apresentar semanalmente às autoridades policiais.
Computadores e celulares apreendidos durante a operação permanecem sob análise pericial para identificar possíveis destinatários das transferências de dinheiro e aprofundar as investigações.