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Irã volta a restringir Estreito de Ormuz em meio a impasse com os EUA

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Medida ocorre após Washington manter pressão contra o regime iraniano e eleva tensão em rota estratégica do petróleo

Foto: Reprodução / X

O regime iraniano voltou a endurecer sua postura no cenário internacional ao retomar, neste sábado (18), as restrições no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio global de petróleo. A medida surge como resposta direta à decisão dos Estados Unidos de manter o bloqueio naval contra portos iranianos.

A informação foi divulgada por um representante militar à agência estatal Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária. Segundo ele, as Forças Armadas do país passaram a monitorar com rigor a circulação de embarcações na região.

O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbia afirmou que a navegação seguirá limitada enquanto persistirem as sanções impostas por Washington. De acordo com ele, o controle da passagem voltou ao nível anterior, com supervisão total das forças iranianas.

A decisão reforça o tom adotado por Teerã nos últimos dias. Na sexta-feira (17), o governo já havia alertado que poderia restringir novamente o tráfego caso os EUA não recuassem de sua estratégia militar.

Do lado americano, o presidente Donald Trump manteve uma posição firme. Em publicação na rede Truth Social, ele afirmou que o estreito está apto para operação normal, mas deixou claro que o bloqueio ao Irã continuará até a conclusão das negociações. Segundo Trump, o acordo está próximo e pode ser fechado rapidamente.

Enquanto isso, líderes europeus tentam avançar em uma solução diplomática sem a participação direta dos Estados Unidos. França e Reino Unido organizaram uma reunião com representantes de diversos países para discutir alternativas que garantam a estabilidade da região.

O Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do transporte global de petróleo, e qualquer instabilidade na área tem impacto imediato nos preços internacionais. Apesar das restrições, dados iniciais apontam que alguns navios iranianos já voltaram a operar, sinalizando que o impasse segue longe de uma solução definitiva.

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