Internacional
Após bloqueio, Estreito de Ormuz tem passagem liberada
Cessar-fogo entre Israel e Hezbollah alivia tensão na rota do petróleo, enquanto Washington mantém cerco estratégico a Teerã

O tráfego de navios comerciais foi retomado no Estreito de Ormuz após o anúncio de cessar-fogo entre Israel e o grupo Hezbollah, mediado pelos Estados Unidos. A reabertura da rota, vital para o abastecimento energético global, ocorre sob condições específicas e com prazo determinado, refletindo a fragilidade do acordo.
Apesar da trégua, o presidente Donald Trump deixou claro que a pressão sobre o Irã será mantida. Segundo ele, o bloqueio naval direcionado ao regime iraniano continua em vigor até a conclusão total das negociações em andamento. A medida reforça a estratégia americana de contenção, mesmo diante de sinais diplomáticos recentes.
O cessar-fogo, anunciado na quinta-feira (16), marca uma pausa após seis semanas de confrontos intensos. Trump afirmou que há interesse de ambos os lados em encerrar o conflito, mas autoridades israelenses adotaram um tom mais cauteloso. O ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que as operações militares ainda não foram concluídas, indicando que a ofensiva contra o Hezbollah permanece ativa em determinados pontos do Líbano.
Durante o período de tensão, o bloqueio no estreito provocou um impacto direto na navegação internacional. Centenas de embarcações ficaram retidas, com cerca de 20 mil marinheiros presos na região do Golfo Pérsico. A instabilidade afetou não apenas navios ligados aos EUA e a Israel, mas também o comércio global, elevando preocupações sobre segurança energética.
Mesmo sob restrições, movimentações estratégicas continuaram. Três petroleiros iranianos conseguiram deixar a região transportando milhões de barris de petróleo, evidenciando brechas operacionais e a complexidade do monitoramento naval na área.
Considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio internacional, o Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do petróleo transportado por via marítima no mundo. Sua importância geopolítica explica a atuação firme dos EUA na região, que buscam garantir liberdade de navegação enquanto ampliam a pressão sobre o Irã.
A situação segue em evolução, com o equilíbrio entre diplomacia e força militar ditando os próximos passos em uma das regiões mais estratégicas do planeta.