Internacional
EUA cobram ação do Irã após impasse em negociações e reforçam exigências sobre programa nuclear
Vice-presidente J.D. Vance afirma que Teerã precisa dar o próximo passo para a paz e defende controle rigoroso sobre urânio enriquecido

Após uma rodada de negociações sem avanços entre autoridades dos Estados Unidos e do Irã, realizada no Paquistão, o vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, declarou que cabe ao regime iraniano tomar a iniciativa para viabilizar a paz no Oriente Médio.
As conversas, ocorridas ao longo do fim de semana, não resultaram em acordo para encerrar os confrontos iniciados em 28 de fevereiro, quando forças dos Estados Unidos, em coordenação com Israel, atingiram alvos estratégicos iranianos.
Em entrevista à Fox News, Vance foi direto ao afirmar que “a bola está com o Irã”. Segundo ele, Washington já deixou claras suas condições. “Colocamos muito sobre a mesa. Deixamos muito claras quais são nossas linhas vermelhas”, disse.
Entre os pontos considerados inegociáveis, o governo norte-americano exige controle efetivo sobre o urânio enriquecido iraniano e a criação de um sistema rigoroso de verificação para impedir qualquer avanço no desenvolvimento de armas nucleares por Teerã.
Pressão por garantias concretas e segurança global
Vance destacou que declarações do regime iraniano não são suficientes sem mecanismos concretos de fiscalização. “Uma coisa é dizer que não vão ter arma nuclear. Outra muito diferente é garantir, com verificação real, que isso não aconteça”, afirmou.
Outro ponto central nas negociações é a reabertura completa do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã. A via é considerada estratégica para o comércio global de petróleo e sua interdição elevou tensões no mercado internacional.
Enquanto o impasse diplomático persiste, os impactos dos confrontos seguem sendo registrados. Dados da empresa Vantor indicam danos significativos em áreas residenciais de Teerã após dias de bombardeios. O número de mortos no país já chega a pelo menos 787, segundo os levantamentos mais recentes.
O cenário reforça a pressão internacional para que o regime iraniano abandone posturas consideradas hostis e aceite պայմանamentos mais rígidos, vistos por autoridades ocidentais como essenciais para a estabilidade regional e a segurança global.