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ELEIÇÕES 2026

Após negar vínculo com o bolsonarismo, Plínio Valério realiza adesivaço em Manaus

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O senador Plínio Valério (PSDB-AM), candidato à reeleição, realiza nesta sexta-feira (21/08), a partir das 16h, um adesivaço na Avenida do Samba, ao lado do Sambódromo, em Manaus. A mobilização será o primeiro grande ato de sua campanha na capital e ocorre enquanto o parlamentar tenta consolidar apoio entre eleitores da direita, apesar de afirmar publicamente que nunca foi bolsonarista.

Em diferentes entrevistas, Plínio procurou afastar sua trajetória política do movimento liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao portal Amazonas Atual, declarou que sua eleição para o Senado, em 2018, não foi resultado da chamada “onda bolsonarista”, embora tenha reconhecido que recebeu apoio de grupos ligados ao então candidato à Presidência. O senador atribui sua vitória principalmente à própria trajetória política.

O posicionamento foi repetido durante a pré-campanha. Em entrevista à TV Norte, Plínio afirmou que não poderia “assumir uma coisa só para agradar”. Posteriormente, no Papo Político Podcast, voltou a rejeitar o rótulo ao questionar: “Quem foi que disse que eu sou bolsonarista de carteira assinada?”. Na mesma ocasião, declarou que prefere se apresentar como alguém que defende “o que é certo”.

As declarações ganham relevância porque Plínio deverá disputar justamente uma parcela expressiva do eleitorado conservador do Amazonas. O senador sustenta que ser de direita não significa necessariamente ser bolsonarista, mas essa diferenciação será colocada à prova durante a campanha, especialmente diante de candidatos que mantêm identificação pública e direta com Bolsonaro. Em 2026, cada eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado.

No adesivaço desta sexta-feira, Plínio deve destacar a defesa da BR-319, da Zona Franca de Manaus e da exploração sustentável dos recursos naturais, além dos mais de R$ 1 bilhão em emendas que afirma ter destinado ao Amazonas durante o mandato. Para o eleitor de direita, entretanto, além da análise das entregas parlamentares, permanece uma questão política central: apoiar ou não um candidato que se apresenta como conservador e busca seus votos, mas rejeita publicamente qualquer identificação formal com o bolsonarismo.