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Amazonas fica abaixo da média nacional em ranking de progresso social e ocupa 20ª posição no país

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Estudo do IPS Brasil 2026 aponta desafios em infraestrutura, saneamento e acesso a serviços públicos no estado

Foto: Reprodução

O Amazonas apareceu na 20ª colocação do ranking nacional do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, levantamento divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Imazon em parceria com organizações voltadas à análise de indicadores sociais e ambientais. O estudo avaliou os 5.570 municípios brasileiros.

De acordo com os dados, o estado alcançou 59,34 pontos em uma escala que vai de 0 a 100, resultado inferior à média nacional, que ficou em 63,40 pontos. O ranking é liderado pelo Distrito Federal, seguido por São Paulo, Santa Catarina e Paraná.

Na parte inferior da lista aparecem Pará, Maranhão e Acre, estados que registraram os piores desempenhos do país.

Manaus lidera no estado, mas enfrenta desafios

Entre as capitais brasileiras, Manaus ocupa a 20ª posição, com 63,91 pontos. Apesar de apresentar o melhor desempenho dentro do Amazonas, a capital ainda enfrenta problemas relacionados à infraestrutura urbana, mobilidade, saneamento básico e desigualdade social, segundo o levantamento.

O estudo também destaca que as características geográficas e logísticas do estado impactam diretamente os indicadores sociais. Municípios isolados e dependentes do transporte fluvial convivem com dificuldades históricas no acesso a serviços essenciais, como saúde, educação e infraestrutura básica.

Índice avalia qualidade de vida

O IPS Brasil mede a qualidade de vida da população sem utilizar indicadores econômicos tradicionais, como o Produto Interno Bruto (PIB). A metodologia considera 57 indicadores sociais e ambientais divididos em três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades.

Entre os critérios analisados estão acesso à saúde, moradia, segurança, educação, direitos individuais e sustentabilidade ambiental.

Segundo os organizadores, os dados podem auxiliar gestores públicos na criação de políticas voltadas à redução das desigualdades regionais e à melhoria da qualidade de vida da população.