Manaus
Motoristas dos “amarelinhos” fazem paralisação em Manaus e cobram pagamento de subsídio ao IMMU
Categoria afirma que cerca de 320 micro-ônibus podem deixar de circular e alega que benefício financeiro já está previsto no contrato de concessão.

Os permissionários do transporte alternativo de Manaus iniciaram uma paralisação na manhã desta quinta-feira, com concentração na avenida Autaz Mirim, na zona leste da capital. O movimento começou por volta das 5h e tem como principal reivindicação a abertura de negociações com o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) para a implantação de um subsídio destinado à categoria.
De acordo com o Sindicato das Cooperativas e Permissionários do Transporte Alternativo e Complementar, aproximadamente 320 micro-ônibus, conhecidos popularmente como “amarelinhos”, podem deixar de operar caso não haja avanço nas tratativas. Ainda segundo as informações, alguns veículos foram incendiados durante a manifestação realizada na via pública.
Os permissionários sustentam que o pagamento do subsídio faz parte das condições estabelecidas no contrato firmado durante o processo de licitação do sistema de transporte complementar. A categoria afirma que o benefício é necessário para garantir a continuidade da prestação do serviço.
“A gente carrega 200 pessoas e 100 vão de graça. Estamos pagando para trabalhar. Não temos mais condições de sobreviver com esse valor da passagem”, afirmou um dos motoristas que participa do movimento.
Como parte das negociações, o sindicato informou que apresentou ao IMMU uma planilha técnica detalhando os custos operacionais do transporte alternativo. O documento busca demonstrar a necessidade do aporte financeiro para manter a viabilidade econômica da atividade.
Os “amarelinhos” atendem principalmente bairros da zona leste de Manaus e funcionam como uma alternativa ao transporte coletivo convencional. Até o momento, a categoria aguarda uma resposta do IMMU sobre as reivindicações antes de definir os próximos desdobramentos da mobilização.
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