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EUA anunciam bloqueio a portos do Irã após fracasso diplomático sobre programa nuclear

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Medida liderada por Donald Trump busca pressionar Teerã, enquanto regime iraniano reage com ameaças e tensão eleva preço do petróleo

A partir das 10h desta segunda-feira (13), os Estados Unidos iniciaram o bloqueio aos portos do Irã, conforme anúncio do presidente Donald Trump. A decisão ocorre após o fracasso das negociações entre Washington e Teerã, realizadas no Paquistão, diante da recusa iraniana em encerrar seu programa nuclear.

De acordo com o Comando Central dos EUA para o Oriente Médio, apenas embarcações que não tenham o Irã como origem ou destino poderão circular livremente na região. A medida conta com o apoio de aliados ocidentais, incluindo o Reino Unido, que deve enviar navios especializados em desminagem para garantir a segurança das rotas marítimas.

A ação é vista pelo governo americano como uma resposta estratégica à postura do regime iraniano, acusado de desafiar acordos internacionais e ampliar riscos à estabilidade global com seu avanço nuclear.

Postagem de Donald Trump na Truth Social — Foto: Captura de tela

Reação do Irã e críticas internacionais

O governo iraniano reagiu imediatamente, classificando o bloqueio como “ilegal” e um ato de “pirataria”. Autoridades militares do país ameaçaram retaliações, afirmando que nenhum porto no Golfo estaria seguro caso a medida seja mantida.

Outros países também se manifestaram. A Espanha criticou a decisão, enquanto a China defendeu a livre navegação no Estreito de Ormuz e pediu solução diplomática para o impasse.

Impactos econômicos e risco de escalada

O aumento da tensão já impacta o mercado global. O preço do petróleo disparou, com o barril do tipo Brent subindo mais de 7% e o WTI avançando acima de 8%, ultrapassando a marca dos US$ 100.

O cenário também eleva o temor de uma escalada militar mais ampla. O conflito, iniciado em 28 de fevereiro após ofensivas dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, já deixou mais de 6 mil mortos, segundo estimativas.

Com o cessar-fogo de duas semanas previsto para terminar em 22 de abril, a continuidade da trégua permanece incerta. O Paquistão, que atua como mediador, pediu respeito ao acordo, mas até o momento não há sinais de novos avanços nas negociações entre as partes.

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