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Rússia intensifica ataques contra infraestrutura energética em Odessa

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Foto: Oleksandr Gimanov / AFP

A Rússia lançou, nesta quinta-feira, um ataque maciço contra a infraestrutura energética na região de Odessa, no sul da Ucrânia, atingindo instalações da empresa privada DTEK. A companhia confirmou o ataque por meio de suas redes sociais.

Esse novo bombardeio ocorre apenas dois dias após outra ofensiva russa ter deixado 160 mil pessoas sem eletricidade e aquecimento, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. De acordo com autoridades regionais, cerca de 50 mil moradores ainda permanecem sem energia.

“O inimigo continua seu terror contra o setor energético pela segunda noite consecutiva”, declarou a DTEK, acrescentando que suas equipes iniciarão imediatamente os reparos assim que receberem autorização dos militares e dos serviços de emergência.

Os ataques acontecem após o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, ter afirmado na terça-feira, durante um encontro com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Riade, que a Rússia nunca colocou em risco o sistema energético civil da Ucrânia.

Enquanto isso, o vice-chefe do Estado-Maior da Marinha Russa afirmou, em entrevista ao jornal Krasnaya Zvezda, que a Ucrânia já sofreu mais de um milhão de baixas desde o início da guerra, que completa três anos na próxima segunda-feira.

“Somente em 2020, o número de mortos e feridos nas fileiras das Forças Armadas da Ucrânia atingiu 590 mil militares. Desde o início da operação militar especial, esse número ultrapassou um milhão”, declarou o general Sergei Rudskoy aos meios de comunicação oficiais do Ministério da Defesa russo.

Rudskoy criticou as propostas para reduzir a idade de recrutamento para 18 anos e o envio de armas ocidentais para a Ucrânia, afirmando que tais medidas apenas prolongarão o conflito e aumentarão as perdas humanas.

Segundo ele, as perspectivas da guerra já não dependem do governo de Kiev, mas sim da disposição do Ocidente em estabelecer uma arquitetura de segurança que leve em consideração os interesses da Rússia. Ele também destacou que, em 2023, houve um “ponto de viragem” nos objetivos russos na campanha militar contra a Ucrânia.

“O regime de Kiev já não será capaz de alterar significativamente a situação no campo de batalha”, afirmou o general, alegando que a Ucrânia perdeu grande parte de sua capacidade de fornecer armamentos e equipamentos.

Rudskoy também informou que, até 2024, as tropas russas terão assumido o controle de cerca de 4.500 quilômetros quadrados na zona de operações militares. Sobre a situação na região fronteiriça de Kursk, onde tropas ucranianas mantêm posições desde agosto do ano passado, ele declarou que a iniciativa está “inteiramente” com as forças russas.

“As tropas russas avançam em todas as direções. O inimigo sofre perdas significativas e recua, apesar da chegada de reforços”, concluiu.