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Novos dados revelam situação atual das arboviroses na capital

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Manaus divulga, nesta segunda-feira, 4/3, a edição de número 9 do Informe Epidemiológico das Arboviroses, apresentando os mais recentes dados sobre casos de dengue, zika, chikungunya e oropouche no município. Elaborado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), o relatório abrange informações da Semana Epidemiológica 9, compreendida entre os dias 25 de fevereiro e 2 de março.

Produzido pelas gerências de Vigilância Epidemiológica, de Vigilância Ambiental e Controle de Agravos por Vetores, e do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, o informe utiliza dados provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), sujeitos a constantes atualizações.

De acordo com os números apresentados nesta edição, foram confirmados 17 casos de dengue, dentre os 186 casos notificados (suspeitos) na semana. No acumulado de 2024, o número de casos confirmados da arbovirose atinge 1.358, provenientes de um total de 6.039 casos notificados, dos quais 2.246 permanecem em fase de investigação. Não houve alteração no número de óbitos confirmados pela doença, mantendo-se em um, enquanto outros três estão em processo de investigação.

Quanto à zika, não foram registrados novos casos durante a semana epidemiológica analisada, totalizando nove casos confirmados em 2024. Dois casos suspeitos foram notificados, somando 46 registros este ano, dos quais 17 permanecem sob investigação. Não há óbitos confirmados ou em processo de investigação relacionados à doença.

Em relação à chikungunya, cinco casos suspeitos foram notificados, porém nenhum foi confirmado durante a semana. No ano de 2024, foram confirmados quatro casos da arbovirose na capital, de um total de 61 casos notificados, com 42 ainda em investigação. Não foram registrados óbitos confirmados ou sob investigação até o momento.

O informe da Semsa também inclui o registro de 32 novos casos de oropouche, totalizando 829 casos confirmados em 2024, todos diagnosticados por critério laboratorial. O número de óbitos confirmados pela doença permanece em um, não havendo registros de óbitos ou casos em investigação. Não foram fornecidos números de casos notificados da doença, uma vez que não é considerada agravo de notificação obrigatória.

O Informe Epidemiológico das Arboviroses da Semsa está disponível para consulta no site semsa.manaus.am.gov.br, com acesso direto pelo link semsa.manaus.am.gov.br/vigilancia-epidemiologica/boletim-arboviroses/.

‘Dia D’ e outras ações

Para a secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe, a sensibilização da população para a prevenção e combate ao Aedes aegypti constitui fator decisivo no enfrentamento da dengue e de outras arboviroses transmitidas pelo mosquito. Com esse objetivo, ela aponta que, a Semsa realizou, no sábado, 2/3, o Dia D de Mobilização no Combate à Dengue, como parte de movimento nacional do Ministério da Saúde.

O Dia D contou com ações em feiras localizadas nas quatro zonas distritais urbanas de saúde, Norte, Leste, Oeste e Sul, onde equipes da secretaria conduziram atividades educativas com foco no Checklist 10 Minutos contra a Dengue. Feirantes, compradores e visitantes foram orientados para realizar a vistoria nos quintais e nas casas, eliminando possíveis criadouros de mosquitos.

“A maioria dos focos está nas residências, por isso todos devem fazer sua parte, somando forças com o poder público no combate aos mosquitos vetores da dengue e de outras doenças”, reforça Shádia.

A vistoria, conforme a secretária, deve ser realizada semanalmente e incluir ações simples, como manter caixas d’água cobertas, colocar areia nos pratos de vasos de plantas e limpar bem ralos e calhas da casa. Nos quintais, deve-se recolher resíduos que possam acumular água, como copos descartáveis, garrafas e pneus.

Imunização

Como parte das ações de combate às arboviroses, a Semsa Manaus desenvolve ações permanentes de vigilância, prevenção e controle. Essas ações têm reforço no período das chuvas, quando aumenta a proliferação do Aedes e outros mosquitos vetores das doenças, e incluem visitas domiciliares de agentes de endemias, para orientação a moradores, e monitoramento de áreas de vulnerabilidade.

Em complemento dessas ações, a pasta municipal de saúde deu início à vacinação contra a dengue, em mais de 170 postos de imunização distribuídos por toda a capital. Lançada em fevereiro, inicialmente voltada às crianças de 10 e 11 anos, a estratégia tem como meta imunizar pelo menos 90% da população de jovens de 10 a 14 anos.

“Pedimos que os pais e responsáveis não deixem de levar as crianças para receber a vacina em uma das nossas unidades, sem esquecer do documento oficial de identificação, Cartão Nacional de Saúde (CNS) ou CPF, e o cartão de vacina”, orienta Shádia Fraxe. 

Texto – Jony Clay Borges / Semsa

Fotos – Divulgação / Semsa

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