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ELEIÇÕES 2026

Wilson Lima confirma permanência no governo e retira nome da disputa ao Senado

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Governador afirma que decisão é pautada pela responsabilidade e garante que seguirá no cargo até janeiro de 2027

O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), anunciou nesta segunda-feira (2) que permanecerá à frente do Executivo estadual até o fim do mandato e não irá se desincompatibilizar para concorrer nas eleições de outubro. Com a decisão, ele descarta a possibilidade de disputar uma vaga no Senado.

Em pronunciamento, Wilson afirmou que seguirá no cargo até o dia 5 de janeiro de 2027. Segundo ele, a escolha foi tomada com serenidade e senso de dever público. “Ficarei até o final do meu mandato”, declarou, ressaltando que sua permanência não se trata de um gesto de coragem, mas de responsabilidade administrativa.

O anúncio contou com a presença de diversas lideranças políticas do estado, entre elas o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade, prefeitos do interior e o vice-governador Tadeu de Souza, que acompanharam a manifestação pública do chefe do Executivo.

Durante a fala, o governador destacou que enxerga o cargo como um compromisso institucional, e não como um projeto pessoal. Para ele, a função exige continuidade administrativa e foco na execução das políticas públicas iniciadas ao longo da gestão. “Não é espaço para vaidade ou palco, mas de responsabilidade. Minha decisão é pela continuidade do trabalho”, afirmou.

Wilson Lima também enfatizou que sua atuação política não está condicionada a cargos. Ele reforçou que permanecer no governo significa cumprir o compromisso assumido com a população amazonense, lembrando ter sido eleito duas vezes como o governador mais votado da história do estado.

Questionado sobre uma eventual candidatura de Tadeu de Souza ao governo, o governador ponderou que o tema envolve discussões internas e decisões que passam pela executiva nacional do partido. Já sobre possíveis alianças, como um eventual apoio ao senador Omar Aziz, evitou fazer comentários.

Wilson também não entrou em detalhes sobre especulações envolvendo supostas negociações políticas — entre elas, rumores de que teria recebido oferta para ocupar uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE) em troca da desistência da corrida ao Senado.

Com o posicionamento oficial, o cenário político no Amazonas passa por reacomodação, enquanto aliados e adversários avaliam os desdobramentos da decisão do governador de priorizar a permanência no comando do estado até o fim da atual gestão.