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Caso Débora Alves: acusados de assassinato de grávida irão a júri popular

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Gil Romero é suspeito de matar a jovem por se negar a assumir paternidade do bebê que ela esperava.

Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva, acusados de assassinarem Débora da Silva Alves, uma jovem grávida de oito meses, tiveram o destino de seu julgamento decidido pela Justiça do Amazonas nesta terça-feira (14). Os dois serão submetidos a um júri popular sob a acusação de duplo homicídio qualificado, aborto provocado do bebê de Débora e filho de Gil Romero, além de ocultação de cadáver.

Após a decisão, a defesa dos réus tem o direito de recorrer a instâncias superiores. De acordo com o tribunal, uma vez que a decisão seja finalizada e não haja mais possibilidade de recurso, a ação será encaminhada para a sessão de julgamento popular.

O magistrado responsável também optou por manter a prisão preventiva de Gil Romero e José Nilson Azevedo da Silva, que estão detidos desde a época do crime. O processo continua sob segredo de justiça.

O crime

Débora da Silva Alves, de 18 anos, estava grávida de oito meses, e foi encontrada morta na manhã do dia 3 de agosto, em uma área de mata localizada no Mauazinho, Zona Leste de Manaus.

A mulher foi queimada e teve os pés cortados. A jovem também tinha um pano no pescoço o que, segundo a polícia, indica que ela foi asfixiada.

De acordo com o delegado Ricardo Cunha, a vítima desapareceu no dia 29 de julho deste ano, quando saiu de casa para encontrar o suspeito, que lhe entregaria dinheiro para comprar o berço da criança.

O corpo dela foi encontrado depois que a polícia prendeu José Nilson, suspeito de participação no crime. O homem era colega de trabalho de Gil Romero.

Após as investigações apontarem a participação de Gil Romero, o homem foi considerado foragido. As polícias Civil do Amazonas e Pará identificaram que ele estava escondido no Pará, e montaram uma operação.

O suspeito foi preso na noite do dia 8 de agosto, em Curuá, no Pará. Na tarde do dia seguinte, 9 de agosto, o suspeito foi transferido para Manaus, e prestou depoimento, pela primeira vez, sobre o crime.

Inicialmente, Gil Romero disse que o bebê foi queimado junto com a mãe, ainda na barriga. No segundo depoimento, ele disse que retirou a criança da barriga da mãe, já morta, e jogou o corpo no rio.

Foto: Redes Sociais

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