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Trump cancela operação militar contra alvos no Irã e abre caminho para negociações
Presidente dos EUA afirmou que operação estava preparada, mas aliados do Oriente Médio defenderam a suspensão da ofensiva para buscar uma solução diplomática

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que representantes americanos e iranianos terão negociações nesta segunda-feira (3), após o cancelamento de uma ofensiva militar de grande escala que, segundo ele, estava pronta para atingir alvos no Irã.
O anúncio foi feito neste domingo (2), durante uma conversa com jornalistas a bordo do avião presidencial Air Force One. De acordo com a CNN, líderes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Catar atuaram para reduzir a escalada de tensão no Oriente Médio e defenderam a abertura de um canal de diálogo.
Segundo as informações divulgadas, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, teria conversado por telefone com Trump e pedido uma interrupção da ação militar.
“Estávamos prontos para agir, mas, quando os aliados pediram que cancelássemos, isso nos fez dizer: ‘Bem, vamos ver’”, declarou o presidente americano.
Trump afirmou ainda que existe a possibilidade de um entendimento envolvendo o Estreito de Ormuz e, posteriormente, um acordo relacionado ao programa nuclear iraniano. “Há um acordo sobre Ormuz, e depois haverá um acordo sobre a questão nuclear, ou o que se pode chamar de desnuclearização do Irã”, disse.
Apesar da decisão de suspender a ofensiva, o presidente dos Estados Unidos afirmou que as Forças Armadas americanas permanecem preparadas para uma eventual ação caso as negociações não avancem. Trump declarou que o governo iraniano acompanhou a movimentação militar dos EUA e tem conhecimento da capacidade das tropas americanas.
Irã nega pedido para interromper ataques
A imprensa estatal iraniana negou que Teerã tenha solicitado aos Estados Unidos a suspensão da operação militar. A agência semioficial Fars criticou as declarações de Trump e publicou uma reação contra o presidente americano.
Até o momento, não há confirmação de um acordo definitivo entre os dois países, e as negociações previstas para esta segunda-feira devem indicar os próximos passos da relação entre Washington e Teerã.