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Nova variante da mpox desperta atenção das autoridades britânicas
Mutação combina características de dois clados conhecidos e foi detectada em paciente que retornou de viagem à Ásia

A identificação de uma nova variante da mpox acendeu o alerta da Agência de Segurança Sanitária do Reino Unido (UKHSA). O órgão confirmou, na segunda-feira (8/12), que a mutação foi encontrada em um paciente que havia viajado recentemente pela Ásia. A entidade afirma que acompanha de perto o comportamento do vírus.
De acordo com a UKHSA, a nova cepa reúne elementos dos dois clados já conhecidos da doença: o clado 1, tradicionalmente ligado a quadros mais graves, e o clado 2. A descoberta ocorreu após análises genômicas conduzidas em laboratórios britânicos.
A mpox é causada por um vírus da mesma família da varíola e costuma provocar febre alta e lesões cutâneas, podendo evoluir para casos severos. Katy Sinka, líder da área de infecções sexualmente transmissíveis da UKHSA, lembrou que a infecção “pode ser leve para muitos, mas também pode apresentar complicações sérias” e reforçou que a vacinação permanece como importante medida de proteção contra as formas mais agressivas.
Em setembro, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou o fim da classificação da mpox como emergência internacional de saúde pública. A decisão levou em conta a redução expressiva de casos e mortes, especialmente nos países africanos, que historicamente concentram a maior parte das notificações.
Identificada pela primeira vez em 1970, na República Democrática do Congo, a mpox permaneceu durante décadas restrita a regiões específicas da África antes de ganhar projeção global em surtos mais recentes.