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Mulher é executada no Irã após dar à luz na prisão; caso gera reação internacional

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Asma Zarei, de 28 anos, foi condenada pela morte do marido e enforcada no último dia 20 de maio, na cidade de Ardebil

Foto: Reprodução / Rede sociais

A execução de uma mulher de 28 anos no Irã voltou a provocar críticas internacionais sobre o uso da pena de morte no país e levantou questionamentos sobre a condução de processos judiciais pelo regime iraniano.

Identificada como Asma Zarei, a iraniana foi enforcada em 20 de maio na cidade de Ardebil, no noroeste do país. Ela havia sido condenada pela morte do marido, embora as autoridades iranianas não tenham divulgado detalhes do caso nem comentado oficialmente a execução.

Segundo organizações independentes de monitoramento de direitos humanos, Asma estava grávida quando foi presa, há cerca de três anos. Durante o período em que permaneceu sob custódia, ela deu à luz um menino, que atualmente tem dois anos.

Criança ficou sob cuidados da família

De acordo com os relatos das entidades internacionais, pouco antes da execução, Asma pediu à mãe que assumisse a criação da criança. O caso não foi divulgado pela imprensa estatal iraniana.

A repercussão internacional reacendeu críticas sobre a aplicação da pena capital no Irã, especialmente em processos considerados pouco transparentes por organizações de direitos humanos.

Cresce pressão sobre o governo iraniano

Relatórios recentes de entidades internacionais apontam aumento no número de execuções no país, além de denúncias envolvendo julgamentos acelerados e restrições ao direito de defesa dos acusados.

As organizações afirmam que muitos processos ligados à pena de morte ocorrem sem transparência suficiente e com acesso limitado à assistência jurídica adequada.

O governo iraniano, por outro lado, sustenta que aplica suas leis de acordo com a legislação nacional e costuma rejeitar acusações de violações sistemáticas de direitos humanos.