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Irã é acusado de recrutar crianças para ações militares

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Denúncias apontam uso de menores em postos de controle e redução da idade de alistamento para 12 anos

Foto: Pixabay

O governo do Irã voltou ao centro de denúncias internacionais após relatos de recrutamento de menores de idade para atuação em atividades ligadas ao aparato militar e de segurança do país. Segundo a imprensa internacional, crianças estariam sendo empregadas em patrulhas, postos de controle e ações de vigilância — funções que, quando exercidas por menores, podem configurar crime de guerra.

Organizações de direitos humanos apontam que, além da exposição direta ao conflito, há registros de crianças manipulando armamentos em operações de controle territorial. A Anistia Internacional confirmou a morte de Alireza Jafari, de 11 anos, ocorrida em março, enquanto ele atuava em um posto de controle.

As investigações, no entanto, enfrentam obstáculos dentro do país. De acordo com Bill Van Esveld, pesquisador da Human Rights Watch (HRW), fatores como censura estatal e o temor de represálias dificultam a coleta de informações e a verificação independente dos casos.

Outro ponto que chama atenção é a mudança nas regras de alistamento. Veículos da imprensa estatal iraniana confirmaram a redução da idade mínima para ingresso na Basij, organização paramilitar vinculada à Guarda Revolucionária, de 15 para 12 anos. O grupo é conhecido por atuar tanto na repressão interna quanto em atividades de mobilização e vigilância.

O uso de menores em contextos de conflito não é um fenômeno recente no país. Durante a Guerra Irã-Iraque, há registros de crianças sendo utilizadas em operações militares. Em anos mais recentes, também surgiram denúncias de envio de jovens afegãos para combates na Síria, ampliando as preocupações da comunidade internacional.

Casos semelhantes são registrados em outros países, como Mianmar e Sudão do Sul, onde o recrutamento de crianças em conflitos armados segue sendo alvo de condenação global.