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EUA afirmam eliminação da cúpula iraniana e impõem novas condições para conter regime

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Secretário de Defesa Pete Hegseth diz que liderança do Irã foi desarticulada, anuncia acordo para impedir avanço nuclear e reforça presença militar no Oriente Médio

Foto: Reprodução / YouTube

Durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (8/4), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que a cúpula do regime iraniano foi eliminada, ao detalhar a atual situação da liderança do país.

Segundo Hegseth, o líder supremo do Irã estaria ferido e desfigurado. Informações divulgadas pelo jornal The Times apontam ainda que Mojtaba Khamenei estaria inconsciente e sob tratamento na cidade de Qom.

O secretário também listou nomes do alto escalão iraniano que teriam sido mortos, incluindo autoridades políticas e militares. “O antigo líder supremo do Irã, morto. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, morto”, declarou. Ele acrescentou que outras posições estratégicas do regime também sofreram baixas significativas.

De acordo com Hegseth, ministros e comandantes ligados às Forças Armadas e à Guarda Revolucionária estão entre os atingidos, indicando um enfraquecimento relevante da estrutura de poder iraniana.

Pressão sobre o programa nuclear

Hegseth afirmou ainda que o Irã aceitou um novo acordo sob forte pressão internacional. Segundo ele, o país não terá permissão para manter armas nucleares, e qualquer material existente será removido sob supervisão.

“O novo regime está sem opções e sem tempo, então eles fizeram um acordo”, disse. Ele reforçou que o presidente Donald Trump mantém posição firme contra qualquer avanço nuclear iraniano.

O secretário destacou que instalações nucleares iranianas seguem sob monitoramento permanente, com vigilância contínua para garantir o cumprimento das medidas.

Presença militar e tensão no Golfo

Sobre a atuação militar dos Estados Unidos, Hegseth afirmou que tropas permanecerão no Oriente Médio para assegurar o cessar-fogo e a estabilidade regional. Ele ressaltou a importância de proteger rotas comerciais e a navegação no Estreito de Ormuz.

Apesar disso, o Irã voltou a fechar o estreito nesta quarta-feira, elevando a tensão na região. A medida ocorre em meio a novos ataques de Israel no Líbano.

Segundo a Associated Press, bombardeios israelenses em Beirute atingiram áreas civis e deixaram ao menos 112 mortos, ampliando o cenário de instabilidade no Oriente Médio.