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Governo dos EUA exalta ofensiva e endurece discurso contra ditadura venezuelana
Subsecretário de Estado defende operação e critica histórico do chavismo

O governo dos Estados Unidos confirmou neste sábado (3) a captura de Nicolás Maduro após uma ofensiva militar de grande escala realizada em território venezuelano. A ação, segundo a Casa Branca, resultou na retirada aérea de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, para fora do país, marcando um dos episódios mais contundentes da política externa americana na América Latina nos últimos anos.
A operação foi comemorada por autoridades norte-americanas. Christopher Landau, subsecretário de Estado dos EUA, afirmou que a queda do líder chavista representa um ponto de virada para a Venezuela. Em publicação na rede social X, o republicano declarou que Maduro “finalmente enfrentará justiça por seus crimes” e classificou o momento como “um novo amanhecer para o país”.
O presidente Donald Trump também se manifestou. Em postagem na Truth Social, confirmou que os Estados Unidos “realizaram com sucesso uma operação de grande escala contra a Venezuela”, ressaltando que a captura de Maduro e de sua esposa ocorreu sem falhas e que ambos foram retirados do território venezuelano por via aérea.
De acordo com informações divulgadas pela emissora norte-americana CBS News, a ação foi conduzida por integrantes da Força Delta, unidade de elite do Exército dos EUA especializada em missões de alto risco, como contraterrorismo, resgate de reféns e operações de reconhecimento estratégico.
Aliados de Caracas criticam operação militar dos EUA
A ofensiva, no entanto, gerou forte reação de aliados do regime de Caracas. Rússia e Irã condenaram publicamente a ação militar, acusando Washington de violar a soberania venezuelana. O governo russo afirmou que os argumentos apresentados pelos EUA não justificam a operação e criticou o que chamou de postura ideológica hostil por parte de Washington.
O Irã adotou discurso semelhante. O Ministério das Relações Exteriores classificou a ação como uma “flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial” da Venezuela. Em resposta interna, o alto comando militar venezuelano declarou que não pretende se submeter à pressão dos Estados Unidos, elevando a tensão geopolítica em torno do episódio.
