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Juiz decide levar acusado pela morte de Charlie Kirk a julgamento e mantém possibilidade de pena de morte
Tyler Robinson responde a sete acusações e declarou inocência; próxima audiência está marcada para 23 de outubro

O juiz Tony Graf decidiu nesta terça-feira, 2, que existem evidências suficientes para que Tyler Robinson seja levado a julgamento pela morte do ativista conservador Charlie Kirk, ocorrida em setembro de 2025, em Utah, nos Estados Unidos.
Robinson responde a sete acusações relacionadas ao caso e se declarou inocente. Durante a decisão, o magistrado também autorizou a continuidade do pedido dos promotores para que seja aplicada a pena de morte.
Segundo Graf, o Estado apresentou causa provável para sustentar as acusações nesta fase do processo. O juiz ressaltou, porém, que a audiência preliminar não tem como objetivo definir a culpa do acusado, mas verificar se existem elementos suficientes para que o caso prossiga até o julgamento.
“Considerando as evidências sob a perspectiva mais favorável à acusação, elas são suficientes, nesta etapa, para sustentar uma crença razoável de que o réu é a pessoa que atirou e matou Charlie Kirk”, afirmou o juiz.
Sete acusações seguem no processo
Com a decisão, Robinson deverá responder por assassinato qualificado, disparo criminoso de arma de fogo que causou lesão corporal grave, duas acusações de obstrução da Justiça, duas acusações de manipulação de testemunhas e prática de crime violento na presença de uma criança.
As acusações de assassinato qualificado e disparo de arma de fogo são classificadas como crimes de primeiro grau. As acusações de obstrução são de segundo grau, enquanto as relacionadas à manipulação de testemunhas são de terceiro grau. A última acusação é uma contravenção de classe A.
Graf explicou que a análise sobre a possibilidade de condenação e sobre a circunstância agravante relacionada à pena de morte ficará para as próximas etapas do processo.
“Se o Estado conseguirá provar a circunstância agravante além de qualquer dúvida razoável é uma questão para o julgamento”, afirmou o magistrado.
Após a decisão, o tribunal iniciou o procedimento formal de apresentação das acusações. A defesa dispensou a leitura e o advogado de Robinson apresentou, em nome do cliente, as declarações de inocência.
Câmeras continuarão no tribunal
A decisão sobre o prosseguimento do caso ocorreu após uma nova discussão envolvendo a presença de câmeras no tribunal.
A defesa havia pedido que os equipamentos fossem retirados, citando a ampla exposição pública do processo e apostas on-line relacionadas ao resultado do julgamento. Graf, no entanto, rejeitou novamente o pedido e permitiu a permanência das câmeras, desde que sejam observadas as regras estabelecidas pelo tribunal.
Família pede andamento do processo
Charlie Kirk morreu após ser baleado em 10 de setembro de 2025, durante um evento da Turning Point USA realizado na Utah Valley University, em Orem, no Estado de Utah.
Os promotores acusam Robinson de ter efetuado o disparo fatal a partir de uma posição elevada.
Jeff Neiman, advogado da família de Kirk, defendeu que o processo avance sem atrasos desnecessários. Segundo ele, a família reconhece o direito de Robinson a um julgamento justo, mas espera que o caso tenha andamento.
“A Constituição dos Estados Unidos garante muitos direitos aos réus criminais”, afirmou Neiman. “O direito de adiar não está entre eles.”
O advogado pediu que uma data para o julgamento seja definida na próxima audiência.
Robinson deverá retornar ao tribunal em 23 de outubro, às 13h, no horário local, para uma audiência de acompanhamento. O juiz determinou a presença do acusado, e a data do julgamento poderá ser discutida nessa ocasião.
