Estamos nas Redes

Mundo

EUA reforçam presença estratégica na Venezuela com plano de base permanente da CIA

Publicado

on

Objetivo é consolidar influência política e de inteligência após a queda de Nicolás Maduro

Os Estados Unidos estão planejando criar uma presença permanente da Agência Central de Inteligência (CIA) na Venezuela, segundo uma reportagem da CNN citada pela Reuters. A ideia é aproveitar o momento pós-Maduro para manter influência política e de inteligência enquanto a nova liderança interina consolida o controle e a estabilidade do país caribenho.

De acordo com fontes ouvidas pela CNN, as discussões entre a CIA e o Departamento de Estado se concentram em como será o papel americano no país tanto no curto quanto no longo prazo. Embora o Departamento de Estado deva assumir a principal presença diplomática a longo prazo, o governo do presidente Donald Trump deve apoiar-se fortemente na CIA nos estágios iniciais da reentrada devido à atual transição política e à instabilidade da segurança interna.

Nos planos imediatos, autoridades norte-americanas operariam a partir de um anexo da CIA, antes da reabertura oficial da embaixada em Caracas. Essa estrutura provisória permitiria iniciar contatos informais com diversos setores do governo venezuelano, líderes militares e figuras da oposição, além de identificar terceiros que possam representar ameaças.

O diretor da CIA, John Ratcliffe, foi o primeiro alto funcionário dos Estados Unidos a visitar a Venezuela após a operação que derrubou Maduro no início de janeiro. Em Caracas, ele se encontrou com a presidente interina Delcy Rodríguez para discutir colaboração e transmitir a mensagem de que o país não pode mais ser um refúgio seguro para adversários dos EUA.

A estratégia reflete preocupações geopolíticas mais amplas dos Estados Unidos na América Latina, especialmente diante da crescente influência de potências como Rússia, China e Irã na região, que Washington busca conter por meio de presença mais direta e engajamento com as autoridades venezuelanas.