Estamos nas Redes

Mundo

El Niño coloca 1,2 milhão de pessoas em risco no Peru

Publicado

on

Previsão é de que o fenômeno se intensifique a partir de novembro

Foto: Reprodução

O fenômeno climático El Niño, que levou algumas chuvas e um aumento inesperado das temperaturas ao Peru, pode colocar mais de 1 milhão de pessoas em risco em regiões do país vulneráveis às mudanças climáticas, segundo as autoridades nacionais.

O chefe do Instituto de Defesa Civil, Luis Vázquez, afirmou na noite dessa quarta-feira (26) que é esperado que o El Niño se intensifique a partir de novembro, causando inundações e deslizamentos de terra em cidades e comunidades de pelo menos dez regiões identificadas como as que provavelmente serão mais afetadas pelo fenômeno climático.

“Com base em dados históricos de todas as regiões que já foram afetadas pelo El Niño, aproximadamente 1,2 milhão de pessoas podem ser afetadas”, disse Vázquez em entrevista coletiva.

Entre as regiões mais vulneráveis ao El Niño estão províncias do norte, dedicadas principalmente à agricultura, o que gera preocupações quanto a possíveis perdas econômicas.

O El Niño, fenômeno que aquece a superfície do Oceano Pacífico e causa chuvas intensas e secas em toda a América Latina, já está afetando a pesca e a agricultura do Peru.

Vázquez disse que 536 “pontos críticos”, ou áreas do país mais vulneráveis à tempestade, foram identificados e que medidas preventivas estão sendo implementadas.

O impacto do El Niño não só causará chuvas e inundações ao longo da costa do país, mas também poderá provocar secas nas regiões andinas do sul, acrescento. O governo declarou estado de emergência em 796 distritos devido ao risco de chuvas e inundações e em 607 distritos devido à “escassez de água”.

“A ideia agora é reduzir certas vulnerabilidades e mitigar quaisquer danos potenciais”, afirmou.

Na semana passada, chuvas intensas associadas ao El Niño causaram inundações em residências em algumas partes da capital, Lima, e interromperam o tráfego rodoviário no sul do país, deixando filas de caminhões de carga e ônibus de passageiros paralisados, além de interromper o acesso a Machu Picchu.

Fonte: Agência Brasil