Manaus
Rio Negro chega a 21,44 metros em Manaus e vazante ganha ritmo em setembro
Medição do Porto de Manaus aponta recuo de 2,65 metros desde o início do mês; SGB acompanha a evolução dos rios e projeta possibilidade de prolongamento da vazante.

O Rio Negro atingiu 21,44 metros em Manaus nesta quinta-feira (17), segundo a medição realizada no Porto de Manaus. O nível representa uma queda de 2,65 metros em relação aos 24,09 metros registrados no início de setembro, indicando avanço da vazante na capital amazonense.
O recuo também foi expressivo no intervalo de uma semana. Na quinta-feira (9), o rio marcava 22,84 metros; desde então, foram outros 1,40 metro de redução. O comportamento ocorre durante o período de vazante característico do segundo semestre na região amazônica.
O cenário é acompanhado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), que informa que a descida dos rios ocorre em grande parte da Região Amazônica. Segundo o material, a previsão é de que a vazante deste ano fique abaixo do comportamento considerado normal, enquanto a maior parte dos pontos monitorados permanece dentro do esperado para esta época.
A evolução dos níveis varia entre as bacias. No Solimões, foram registrados 2,38 metros em Tabatinga, 12,52 metros em Manacapuru e 9,15 metros em Itapéua, em Coari. No Purus, Beruri marcou 13,25 metros. Já no Madeira, Porto Velho registrou 3,41 metros, com ligeira recuperação diária, enquanto Humaitá ficou em 11,13 metros.
Entre os pontos de atenção destacados pelo SGB está a bacia do rio Branco, em Roraima, onde os níveis estão abaixo da média e das mínimas históricas para o período, em consequência das chuvas abaixo da média registradas em julho e agosto. O rio chegou a 0,93 metro em Boa Vista e a 1,47 metro em Caracaraí.
O SGB também alerta que a ausência das chuvas esperadas entre setembro e novembro pode prolongar a vazante nas calhas dos rios Amazonas, Solimões, Negro e Tapajós. A previsão de longo prazo, elaborada com modelos dos principais centros meteorológicos mundiais, segue até dezembro e aponta o rio Branco como a bacia com maior possibilidade de impacto pela escassez de chuvas.
A continuidade da redução dos níveis pode trazer impactos para a navegação, o abastecimento, a pesca e outras atividades que dependem dos rios. O próprio SGB ressalta que os dados podem sofrer alterações após verificações em campo e que as previsões estão sujeitas às incertezas próprias dos modelos hidrológicos.
