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Rio Negro chega a 16,59 metros em Manaus e mantém diferença de quase 3 metros em relação a 2025

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Mesmo com queda mais lenta ao longo de outubro, o manancial registra cota inferior à do mesmo período do ano passado; estiagem mantém 46 municípios amazonenses em emergência.

Foto: Reprodução

O Rio Negro atingiu 16,59 metros nesta terça-feira (27), em Manaus, e apresenta uma diferença de 2,74 metros em relação à marca registrada na mesma época de 2025. Apesar da redução no nível das águas, a velocidade da vazante na capital amazonense está menor que a observada no ano passado.

A situação ocorre em meio a um cenário de estiagem que já colocou 46 municípios do Amazonas em situação de emergência. Segundo a Defesa Civil, aproximadamente 113,9 mil famílias são afetadas pelas condições provocadas pela seca e pelos incêndios florestais. Outras 12 cidades, entre elas Manaus, permanecem em estado de alerta.

Diferença em relação ao ano passado

A medição realizada pelo Porto de Manaus mostra que o Rio Negro estava com 19,33 metros em 27 de outubro de 2025. Neste ano, a cota chegou a 16,59 metros, representando uma diferença de 2,74 metros entre os dois períodos.

Outro dado importante aparece na evolução registrada durante outubro. No dia 2 deste mês, o rio marcava 18,59 metros. Até esta terça-feira, a redução acumulada foi de 2 metros.

No mesmo intervalo de 2025, a queda havia alcançado 3,11 metros. A comparação indica que, embora o nível atual esteja mais baixo, o processo de vazante ocorre em ritmo menos acelerado.

Estiagem atinge dezenas de municípios

O quadro mais amplo da seca no Amazonas preocupa pela quantidade de municípios afetados. Conforme os dados da Defesa Civil apresentados no levantamento, 46 cidades estão em situação de emergência, enquanto outras 12 permanecem em alerta.

Entre os municípios em emergência estão Alvarães, Manacapuru, Parintins, Tefé, Coari, Humaitá, Lábrea e Presidente Figueiredo.

Manaus aparece na relação das cidades em estado de alerta, ao lado de Barcelos, Beruri, Tabatinga, São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro.

El Niño e falta de chuvas influenciam cenário

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) aponta que a atuação do El Niño, associada ao déficit de chuvas, mantém as bacias dos rios Negro e Branco entre as áreas de maior gravidade.

O órgão também indica o risco de prolongamento da estiagem caso o período chuvoso comece com atraso. A evolução das condições climáticas e dos níveis dos rios permanece como fator importante para acompanhar a situação no estado.