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Manaus registra 37,4°C e bate novo recorde de temperatura em agosto

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Marca registrada nesta segunda-feira (31) supera os 37,1°C medidos cinco dias antes; estiagem e características urbanas contribuem para o calor na capital

Foto: Imagem gerada por IA

Manaus registrou, nesta segunda-feira (31), a maior temperatura do ano até o momento. Os termômetros marcaram 37,4°C na capital amazonense, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O novo recorde ocorreu cinco dias depois da máxima anterior, de 37,1°C, registrada em 25 de agosto. Com isso, as maiores temperaturas observadas em Manaus em 2026, até agora, foram concentradas durante o mês de agosto.

Fenômenos climáticos e fatores urbanos

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico e pode provocar mudanças nos padrões de temperatura e chuva em diferentes partes do mundo. O fenômeno costuma ocorrer, em média, em intervalos de dois a sete anos.

No Brasil, seus impactos não são uniformes. Enquanto a Região Sul tende a apresentar maior volume de chuvas, áreas das regiões Norte e Nordeste podem enfrentar períodos mais secos.

De acordo com o Inmet, outras características climáticas e urbanas também favorecem o acúmulo de calor em Manaus. A localização da cidade em uma área de clima equatorial, a impermeabilização do solo e a concentração de asfalto e concreto estão entre os fatores apontados.

A redução da arborização também pode dificultar a circulação do ar e contribuir para a elevação das temperaturas.

Estiagem marca o verão amazônico

O período conhecido como verão amazônico ocorre, geralmente, entre julho e novembro e é marcado pela redução do nível dos rios durante a estiagem. Esse período, no entanto, não provoca diretamente a formação de uma massa de ar quente sobre Manaus.

As altas temperaturas estão relacionadas às condições atmosféricas que acompanham a redução das chuvas, como a diminuição da nebulosidade e o aumento da incidência da radiação solar.

A expectativa de pouca chuva nos próximos meses também amplia os riscos relacionados à seca na Amazônia. Entre as possíveis consequências estão o aumento das queimadas e problemas no abastecimento.

No Amazonas, o cenário pode contribuir para uma estiagem mais severa e para uma vazante mais intensa do Rio Negro, cuja navegabilidade é fundamental para o transporte e a subsistência de parte da população.