Brasil
Flávio Dino mantém prisão de Deolane Bezerra em investigação sobre lavagem de dinheiro
Ministro do STF afirmou que não há ilegalidade evidente na decisão da Justiça de São Paulo e que ainda existem recursos em instâncias inferiores

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, decidiu manter a prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra. A decisão foi assinada no sábado (23) e divulgada neste domingo (24).
A defesa da influenciadora havia apresentado uma reclamação ao STF pedindo a revogação da prisão, a substituição por prisão domiciliar ou a aplicação de medidas cautelares. No entanto, o ministro entendeu que não há, até o momento, “manifesta ilegalidade” na ordem de prisão decretada pela Justiça de São Paulo.
Defesa ainda pode recorrer
Na decisão, Flávio Dino ressaltou que o tipo de ação apresentada pelos advogados não permite uma análise aprofundada das provas e dos fatos investigados. O ministro também destacou que ainda existem possibilidades de recurso nas instâncias inferiores, o que afasta uma intervenção imediata do Supremo.
Deolane foi presa na última quinta-feira (21) durante uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital.
Investigação aponta movimentações suspeitas
Segundo os investigadores, uma transportadora utilizada como empresa de fachada pelo PCC teria realizado movimentações financeiras para ocultar recursos de origem ilícita. A polícia afirma que contas ligadas à influenciadora receberam parte desses valores.
As investigações também apontam supostos vínculos entre Deolane e pessoas associadas à facção criminosa, incluindo familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como uma das principais lideranças do grupo criminoso.
Influenciadora nega envolvimento
Deolane Bezerra nega as acusações e afirma que recebeu R$ 24 mil por serviços advocatícios prestados a um cliente. Após a prisão, a influenciadora declarou que acredita na Justiça e que irá provar sua inocência.
A defesa também rejeita qualquer relação da advogada com o crime organizado e sustenta que não há provas de participação em atividades ilícitas.