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Estiagem provoca perdas de R$ 500 milhões na soja e acende alerta sobre impactos na economia de Roraima

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APROSOJA estima redução de cerca de 260 mil toneladas na produção de soja em 2026; Remídio Monai manifesta solidariedade aos produtores e cobra ações preventivas diante dos efeitos dos eventos climáticos extremos

A estiagem prolongada que atinge Roraima já provoca impactos significativos no setor produtivo e ameaça transformar a safra de soja de 2026 em uma das mais prejudicadas dos últimos anos no estado.

Em nota oficial, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Roraima (APROSOJA Roraima) informou que a irregularidade das chuvas e o intenso período de seca comprometeram de forma expressiva o potencial produtivo das lavouras. A estimativa é de uma quebra de aproximadamente 50% na produtividade.

Na prática, cerca de 260 mil toneladas de soja deixarão de ser colhidas, metade do volume que era inicialmente esperado para a safra.

O prejuízo também ultrapassa os limites das propriedades rurais. Segundo a APROSOJA Roraima, a perda representa aproximadamente R$ 500 milhões que deixarão de circular diretamente no campo. Considerando o efeito multiplicador do agronegócio, o impacto sobre a economia estadual pode superar R$ 2 bilhões, atingindo setores como comércio, transporte, prestação de serviços, geração de empregos e arrecadação de impostos.

Impacto vai além do campo

A dimensão das perdas levou a entidade a defender diálogo e medidas capazes de reduzir os prejuízos enfrentados pelos produtores e garantir condições para a continuidade da atividade agrícola.

Nota de Solidariedade

A preocupação também foi destacada pelo presidente da Associação PanAmazônia e do SETRANS/RR, além de diretor-presidente da Amatur Turismo, Remídio Monai, que divulgou uma nota de solidariedade aos produtores atingidos pela estiagem.

Monai classificou como preocupante o cenário apresentado pela APROSOJA e ressaltou que os efeitos dos eventos climáticos extremos não ficam restritos ao setor agrícola.

Para ele, problemas como queimadas, escassez de água, dificuldades de navegação durante os períodos de seca, impactos no abastecimento e no transporte de cargas e passageiros, além dos reflexos sobre a geração de energia e o custo de vida, demonstram a necessidade de uma resposta mais ampla.

“Quando o agronegócio sofre, toda a economia do estado sente os efeitos”, destacou Monai na manifestação.

Alerta para a Amazônia

Na nota, Remídio Monai também chamou atenção para a necessidade de planejamento e de ações coordenadas entre os governos federal, estaduais e municipais para enfrentar períodos de estiagem e outros eventos climáticos extremos.

A defesa é de investimentos e medidas preventivas voltadas à infraestrutura logística, sistemas de monitoramento, apoio aos produtores e capacidade de resposta diante das mudanças climáticas.

O empresário e dirigente também destacou que os desafios enfrentados pela Amazônia exigem políticas públicas capazes de conciliar desenvolvimento econômico, segurança da produção e maior resiliência da infraestrutura regional.

O cenário de Roraima reforça, assim, um debate que ultrapassa a questão agrícola. Uma quebra de produção dessa magnitude significa menos recursos circulando na economia, com potenciais reflexos sobre diferentes segmentos que dependem direta ou indiretamente da atividade produtiva.

Ao manifestar solidariedade aos produtores, Monai afirmou ainda estar à disposição para contribuir com o diálogo entre o setor produtivo e as autoridades competentes na busca por soluções que reduzam os impactos sobre a economia, os empregos e o desenvolvimento de Roraima e da Região Amazônica.


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NOTA OFICIAL DA APROSOJA

A APROSOJA Roraima manifesta profunda preocupação com os impactos da estiagem prolongada sobre a safra de soja 2026 no estado.

As condições climáticas adversas, agravadas pela irregularidade das chuvas e pelo intenso período de seca, já comprometem de forma significativa o potencial produtivo das lavouras. As estimativas apontam para uma quebra de aproximadamente 50% da produtividade, cenário que representa uma das maiores perdas já registradas para a cultura da soja em Roraima.

Com isso, deixaremos de colher aproximadamente 260 mil toneladas de soja, o equivalente à metade da produção inicialmente esperada.

Em valores, essa perda representa cerca de R$ 500 milhões que deixarão de ser gerados diretamente no campo. Considerando o efeito multiplicador do agronegócio, o impacto na economia de Roraima pode ultrapassar R$ 2 bilhões, afetando toda a cadeia produtiva, o comércio, a prestação de serviços, o transporte, a geração de empregos e a arrecadação de impostos.

A APROSOJA Roraima acompanha de perto a situação e reforça a necessidade de diálogo e da adoção de medidas que minimizem os prejuízos enfrentados pelos produtores rurais, garantindo condições para que o setor continue produzindo e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do estado.

Neste momento, é fundamental que toda a sociedade compreenda que os impactos da estiagem vão muito além das propriedades rurais. Quando o agro perde, toda Roraima sente os reflexos.

APROSOJA RORAIMA
Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Roraima


-NOTA DE SOLIDARIEDADE E ALERTA

Recebo com grande preocupação a nota divulgada pela APROSOJA Roraima sobre os graves prejuízos causados pela estiagem prolongada à safra de soja de 2026.

Manifesto minha solidariedade aos produtores rurais, que enfrentam perdas expressivas após investirem, gerarem empregos e contribuírem decisivamente para o desenvolvimento econômico de Roraima. Quando o agronegócio sofre, toda a economia do estado sente os efeitos.

Essa situação também serve como um alerta às autoridades e à sociedade. Os eventos climáticos extremos vêm afetando diversos setores da Amazônia e exigem planejamento e ações coordenadas. Além da quebra da safra agrícola, enfrentamos problemas recorrentes com as queimadas, a escassez de água em várias regiões, as dificuldades de navegação nos rios amazônicos durante os períodos de seca, impactos no abastecimento, no transporte de cargas e passageiros, na geração de energia e no custo de vida da população.

É fundamental que os governos federal, estaduais e municipais atuem de forma integrada, adotando medidas preventivas e emergenciais para minimizar os impactos desses eventos, fortalecendo a infraestrutura logística, os sistemas de monitoramento, o apoio aos produtores e a capacidade de resposta diante das mudanças climáticas.

A Amazônia precisa de políticas públicas que conciliem desenvolvimento, segurança da produção e resiliência da nossa infraestrutura. Não podemos agir apenas quando a crise já está instalada.

Reitero minha solidariedade à APROSOJA Roraima e a todos os produtores atingidos, colocando-me à disposição para contribuir com o diálogo entre o setor produtivo e as autoridades competentes, em busca de soluções que preservem a economia, os empregos e o desenvolvimento de Roraima e de toda a Região Amazônica.

Remídio Monai
Presidente da Associação PanAmazônia
Presidente do SETRANS/RR
Diretor-Presidente da Amatur Turismo