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Zema declara apoio a Flávio Bolsonaro e fecha posição contra o PT no 2º turno

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Ex-governador de Minas afirmou que não ficará “em cima do muro” e confirmou voto no candidato do PL no dia 25 de outubro.

Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

O ex-governador de Minas Gerais e candidato derrotado no primeiro turno, Romeu Zema (Novo), declarou nesta segunda-feira (5) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa do segundo turno da eleição presidencial. O anúncio foi feito por meio de um vídeo publicado nas redes sociais.

Zema afirmou que decidiu tomar posição diante da disputa entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nós ainda temos uma grande batalha agora, dia 25. Derrotar o Lula e o PT. Eu não vou me omitir nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro”, declarou.

Zema destaca avanço da direita no Congresso

Na mesma manifestação, o ex-governador comemorou o desempenho do Novo nas eleições legislativas. Segundo ele, o partido elegeu dez deputados federais e três senadores, além de ter alcançado a cláusula de barreira.

A declaração de apoio ocorre um dia após a definição do segundo turno. Flávio Bolsonaro terminou a primeira etapa da eleição na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 45,16%. A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos, segundo os resultados eleitorais.

Ex-governador terminou em sexto lugar

Zema encerrou o primeiro turno na sexta colocação, com 326.488 votos, equivalentes a 0,27% dos votos válidos. À frente dele ficaram Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Flávio Bolsonaro e Lula.

Com a definição da nova etapa da disputa, o apoio de Zema representa uma adesão formal de um dos candidatos que participaram do primeiro turno à candidatura de Flávio Bolsonaro. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

A posição anunciada nesta segunda-feira também reforça a estratégia de Zema de se colocar contra o PT na disputa presidencial. Em declarações divulgadas após o primeiro turno, ele afirmou que não pretendia permanecer neutro diante da escolha entre os dois candidatos.