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Pastor Márcio Poncio é preso em nova fase de operação da PF que apura vazamento de informações ao Comando Vermelho
Ação autorizada pelo STF também mira ex-deputado Rodrigo Bacellar e o contraventor Adilsinho; investigadores aprofundam apuração sobre lavagem de dinheiro e supostos repasses a agentes públicos.

O pastor Márcio Poncio foi preso na manhã desta quinta-feira (2) durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, realizada pela Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro. A investigação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais que teriam beneficiado integrantes do Comando Vermelho (CV).
A ofensiva foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e também tem como alvos o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já está preso, e o contraventor conhecido como Adilsinho. Ao todo, foram expedidos três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão, cumpridos na capital fluminense e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Além das medidas cautelares, o STF determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões.
Segundo a Polícia Federal, esta nova etapa da operação tem como foco aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao apontado líder da nova cúpula do jogo do bicho. A corporação também apura possíveis conexões da organização com integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro.
As investigações avançaram após a análise do material apreendido nas fases anteriores da Operação Unha e Carne. Entre os documentos encontrados, os policiais identificaram listas com registros que indicariam pagamentos indevidos, doações eleitorais e anotações contábeis relacionadas ao suposto esquema de movimentação financeira ilícita.
De acordo com a PF, parte desse material aponta possíveis repasses a agentes políticos fluminenses. A investigação busca identificar a origem dos recursos, o caminho percorrido pelo dinheiro, além de esclarecer quem seriam os beneficiários, intermediários e operadores envolvidos nas movimentações.
Nas etapas anteriores da operação, realizadas entre dezembro de 2025 e março deste ano, a Polícia Federal concentrou esforços na apuração de uma suposta rede responsável por antecipar informações sobre ações policiais voltadas ao combate da facção criminosa. Conforme os investigadores, esses vazamentos teriam comprometido diligências e permitido que integrantes do grupo destruíssem ou ocultassem provas antes da chegada das equipes policiais.
Com base nas evidências reunidas ao longo das quatro primeiras fases, a PF afirma ter identificado novos indícios que motivaram o aprofundamento das investigações sobre lavagem de dinheiro, supostos pagamentos irregulares e possíveis ramificações do esquema envolvendo agentes públicos e operadores financeiros.
